‘Não tenho para onde ir’: incêndio destrói ao menos 25 moradias na Zona Norte de SP

Entre as cinzas, famílias tentam reconstruir a vida.

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Famílias da Favela do Verde, no Parque Novo Mundo, perderam documentos, roupas, móveis e animais; Prefeitura cadastrou 45 famílias atingidas

Moradores da Favela do Verde, no Parque Novo Mundo, Zona Norte de São Paulo, tentam reconstruir a vida depois que um incêndio destruiu ao menos 25 moradias na manhã de domingo (6). Ninguém ficou ferido, mas famílias perderam praticamente tudo, incluindo documentos, roupas, móveis e animais de estimação.

“Não deu tempo nem de pegar o meu documento. Quando eu vi, a fumaça já estava em cima. Não tenho um lugar para ir, não sei nem para onde vou”, contou Maria Silvia, uma das moradoras.

O fogo começou por volta das 9h35, nas proximidades da Rua Giuseppe Marino. A proximidade entre os barracos e o uso de madeira na construção facilitaram a rápida propagação das chamas.

Reginaldo Belarmino contou que acordou com os gritos dos vizinhos e ainda tentou ajudar a conter o incêndio. Com o avanço do fogo, porém, precisou deixar o local apenas com a roupa que vestia.

“Só tirei a roupa do corpo porque não dava mais para pegar as coisas”, relatou.

Os moradores conseguiram deixar a área antes que as chamas avançassem. Alguns tentaram retornar para buscar pertences, mas foram impedidos pelos bombeiros devido ao risco.

O incêndio foi controlado por volta do meio-dia, cerca de três horas depois do início. As causas ainda são investigadas.

Na manhã desta segunda-feira (7), a comunidade permanecia marcada pela destruição. Cerca de 400 famílias vivem no local, e moradores atingidos afirmam que não têm parentes ou outro endereço para onde possam ir.

“Perdi tudo. Não tenho para onde ir. Meus animais morreram e estou aqui só com a minha vida, graças a Deus. A gente não mora aqui porque quer, mas porque não tem outro lugar. Somos seres humanos e merecemos uma moradia digna”, disse Maria Ferreira dos Santos.

Adoção Pet Love

Ela afirma que precisa de uma solução habitacional, além da ajuda emergencial.

“Eu não quero colchão e cesta básica. Vou cozinhar onde? Eu não sei para onde vou, não tenho para onde ir”, afirmou.

Prefeitura cadastra famílias atingidas

A Prefeitura de São Paulo informou que equipes da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social cadastraram 45 famílias, totalizando 125 pessoas. No domingo, foram distribuídos 100 cobertores e 120 garrafas de água.

Nesta segunda-feira, a previsão era entregar cestas básicas, colchões, kits de higiene e outros itens. Segundo a Prefeitura, nenhuma família aceitou o acolhimento oferecido pela rede socioassistencial.

A Secretaria Municipal de Habitação avalia o atendimento às vítimas e a possibilidade de inclusão das famílias no cadastro da demanda habitacional da cidade.

Moradores, entretanto, cobram uma solução definitiva para quem perdeu a casa e lembram que famílias atingidas por um incêndio anterior na comunidade também receberam auxílio emergencial, mas permaneceram sem uma alternativa permanente de moradia.

Fonte: G1

Gráfica e Editora Copbem, sempre causando uma boa impressão
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