A investigação sobre a morte da criança de 3 anos em Ribeirão Preto trouxe à tona detalhes chocantes. Segundo o delegado seccional Sebastião Vicente Picinato, a menina apresentava hematomas em diferentes partes do corpo, com diversas colorações, além de sinais de desnutrição e perda capilar. Esses indícios apontam para um histórico de maus-tratos recorrentes.
Suspeitas recaem sobre o avô e sua companheira
José dos Santos, avô da criança, e sua companheira Karen Tamires Marques foram presos sob a suspeita de praticarem tortura contra a menina. A Defensoria Pública informou que representa Karen e que os autos foram analisados com cuidado. Por outro lado, a defesa de José dos Santos não foi localizada até o momento.
Gravidade das lesões e omissão do avô
O delegado ressaltou que a perícia deve fornecer mais informações sobre a gravidade das lesões e a duração dos maus-tratos. A criança apresentava um quadro severo de desnutrição e perda capilar, indicando sofrimento prolongado. Isso revela uma omissão crítica por parte do avô, que tinha o dever de cuidar da menina.
Detalhes da chegada da criança à UPA
Sophia foi levada pelo avô à Unidade de Pronto Atendimento já sem vida. O pediatra de plantão constatou o óbito e acionou a polícia. A versão apresentada pelo avô, de que a criança estava passando mal e vomitou, foi contestada pelo delegado, que aponta para a tentativa de criar uma falsa narrativa.
Prisão e confissão dos suspeitos
José e Karen foram presos em flagrante, com a prisão preventiva decretada após audiência de custódia. Karen confessou não gostar da menina e admitiu tê-la esganado por recusar comida. O avô é suspeito de ter sido cúmplice do crime. A Polícia Civil avalia as acusações de tortura e homicídio.
Conclusão
A investigação revela um caso chocante de violência contra uma criança, apontando para um histórico de maus-tratos e negligência. A morte de Sophia Emanuelly dos Santos em Ribeirão Preto levanta questões sobre a proteção dos direitos das crianças e o papel da sociedade em prevenir tais tragédias.
Fonte: https://g1.globo.com



