Investigação revela detalhes sobre intoxicação em piscina que resultou na morte de mulher

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G1
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O Fantástico deste domingo (15) trouxe à tona novidades sobre o caso de intoxicação que aconteceu durante uma aula de natação em uma academia em São Paulo, culminando na morte de uma mulher. Vinícius de Oliveira, de 31 anos, relembrou o incidente em um vídeo exclusivo gravado na UTI, onde descreveu a sensação sufocante que sentiu ao encostar na parede enquanto nadava com sua esposa, Juliana Bassetto, de 27 anos, na academia C4 Gym.

Os momentos de desespero na piscina

Durante a aula, uma mistura tóxica foi liberada na piscina, levando Vinícius a sair da água em busca de socorro. Ao perceber que Juliana também estava passando mal, ele voltou para ajudá-la. Após evacuarem a piscina, conseguiram chegar ao saguão, onde Juliana apresentava dificuldades respiratórias. O casal foi então levado ao hospital, onde infelizmente Juliana não resistiu.

Falhas na manutenção da piscina

A investigação revelou que o piscineiro da academia não era qualificado, sendo, na verdade, o manobrista. Ele recebia instruções de manutenção do proprietário, Celso Bertolo Cruz, com base em observações visuais, sem critérios técnicos adequados. Essa negligência na manutenção das instalações contribuiu para a tragédia que se abateu sobre os frequentadores.

As causas do gás tóxico e suas consequências

Especialistas identificaram que a mistura incorreta de produtos químicos na água da piscina resultou na liberação de gás cloro, altamente prejudicial à saúde. O contato com esse gás pode causar sérias complicações respiratórias, levando à intoxicação e, em casos extremos, à morte. Além disso, a exposição dos frequentadores a gases tóxicos demonstra graves falhas no cuidado com a segurança e saúde dos usuários.

Desdobramentos e conclusões da investigação

Os sócios da academia se mantiveram em silêncio e não concederam entrevistas. A polícia, por sua vez, investiga o caso sob a perspectiva de negligência e exposição de pessoas a substâncias tóxicas. O delegado responsável ressaltou a falta de documentação adequada sobre os níveis de produtos químicos na água, apontando a responsabilidade dos proprietários na tragédia que resultou na morte de Juliana. Mesmo com a negação da prisão temporária dos empresários, a investigação prossegue para esclarecer os fatos e responsabilidades no caso.

O jovem de 14 anos, também afetado pela intoxicação na piscina, recebeu alta hospitalar na sexta-feira, enquanto Vinícius, o marido de Juliana, deixou a UTI e o hospital no domingo. A tragédia serviu como alerta para a importância da manutenção adequada de piscinas e da segurança dos frequentadores.

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Fonte: https://g1.globo.com

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