Moradores da região de Ribeirão Preto (SP) estão enfrentando prejuízos, frustração e sensação de impunidade após o fechamento de escritórios da empresa BMB, suspeita de praticar golpes por meio de um esquema de pirâmide financeira. A empresa prometia renda extra online através da avaliação de hotéis e pontos turísticos, tendo sedes em cidades como Monte Alto (SP) e Jaboticabal (SP), onde mais de 100 pessoas procuraram as autoridades para registrar queixas.
Investigação da Polícia Civil
A Polícia Civil abriu um inquérito para identificar os responsáveis e compreender a extensão do golpe, considerando a possibilidade da empresa ter atuado em diferentes cidades. O delegado Marcelo Lorenço dos Santos mencionou a chance do envolvimento de pessoas de fora do país e empresas de outros estados, o que poderia configurar um crime interestadual ou internacional.
O esquema de pirâmide financeira
A pirâmide financeira, considerada ilegal, não se baseia na venda de produtos ou serviços, mas sim na entrada contínua de novos membros que pagam comissões para sustentar os níveis superiores da estrutura. O delegado Marcelo Lorenço dos Santos explicou que essa prática está prevista na lei 1.521 de 1951, envolvendo processos fraudulentos ou especulação para obter vantagens.
Detalhes do golpe
A BMB atraía interessados prometendo lucros com a avaliação de hotéis e pontos turísticos, apresentando-se como parceira de um grande grupo internacional de viagens. Para ingressar no negócio, era necessário pagar comissões, com promessas de ganhos que poderiam chegar a R$ 250 mil por mês. Antes de encerrar as atividades, a empresa exigiu depósitos para autenticação e documentos pessoais, impossibilitando saques.
Impacto nas vítimas
Embora o valor total do prejuízo ainda não tenha sido determinado, as vítimas relataram perdas entre R$ 2 mil e R$ 15 mil. Algumas pessoas usaram economias, fizeram empréstimos e até venderam veículos para participar do negócio, o que agravou a situação financeira de muitos afetados.
Andamento das investigações
As autoridades estão no início das investigações, realizando colheita de depoimentos e análise de documentos. A identificação dos responsáveis e a forma como as vítimas foram atraídas estão entre os objetivos. O bloqueio de bens dependerá do progresso das investigações.
Posicionamento dos suspeitos
Os responsáveis pela BMB não foram encontrados após o encerramento das atividades e o fechamento dos escritórios. Nenhum representante da empresa se manifestou para fornecer esclarecimentos às vítimas ou às autoridades, o que aumenta a sensação de impunidade e a preocupação dos envolvidos.
Fonte: https://g1.globo.com



