Após quase dez meses de luta contra as graves sequelas provocadas pela ingestão de bebida adulterada com metanol, Guilherme Torres da Silva, de 22 anos, morreu no último domingo (14), em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. O jovem estava internado desde a semana passada e não resistiu a complicações pulmonares.
A história de Guilherme mobilizou familiares, amigos e milhares de pessoas nas redes sociais. Desde o fim de 2025, a família compartilhava a rotina de recuperação do rapaz, mostrando sessões de fisioterapia, momentos de fé e os desafios impostos pela intoxicação. Segundo pessoas próximas, ele já não conseguia andar, se alimentava por sonda e dependia de diversos medicamentos diariamente.
O caso teve início em agosto de 2025, após o consumo de um gin adquirido em uma adega próxima de sua residência. Pouco depois, Guilherme apresentou sintomas graves, como visão turva e mal-estar, sendo internado. Durante o tratamento, sofreu diversas paradas cardíacas e permaneceu com sequelas severas.
Pai de uma criança de dois anos, trabalhador e apaixonado por música e futebol, Guilherme se tornou um dos símbolos das consequências devastadoras da intoxicação por metanol, substância altamente tóxica utilizada na indústria e imprópria para consumo humano.
A Prefeitura de Itapecerica da Serra informou que aguarda a documentação oficial para confirmar a causa do óbito e avaliar eventual relação direta com a intoxicação registrada em 2025.
Segundo o boletim mais recente da Secretaria de Estado da Saúde, divulgado antes da morte de Guilherme ser contabilizada, São Paulo registrava 54 casos confirmados de intoxicação por metanol desde 2025, com 12 mortes. As autoridades reforçam o alerta para que consumidores adquiram bebidas apenas de fabricantes regularizados e procurem atendimento médico imediato diante de sintomas suspeitos após a ingestão de álcool.
Fonte: G1




