Durante uma audiência na 1ª Vara de Mairiporã, na Grande São Paulo, o juiz Cristiano Cesar Ceolin repreendeu uma testemunha por confundir uma deformidade facial com riso. A situação ocorreu enquanto a depoente, a empregada doméstica Fátima Francisca do Rosário, de 61 anos, participava de uma ação envolvendo a doação de patrimônio de sua ex-patroa para pessoas de fora da família.
Confusão durante a audiência
Durante o depoimento, o juiz questionou a testemunha sobre a suposta risada, ao que Fátima prontamente esclareceu que não estava rindo. Um laudo médico apresentado pela defesa de Fátima explicou que a biprotusão maxilar e a má oclusão dental de classe 3 da testemunha impedem o fechamento correto da boca, o que dá a impressão de que ela está sorrindo.
Desdobramentos do caso
Fátima relatou que sua ex-patroa, Ondina Tognini, demonstrava lucidez quando ela trabalhava na residência. Posteriormente, a idosa foi diagnosticada com Alzheimer, levando a um pedido de interdição de bens por um sobrinho-neto. Ao final da audiência, o juiz registrou que a testemunha teria faltado com a verdade e solicitou a abertura de um inquérito policial para investigar uma possível prática de falso testemunho.
Controvérsias e desfecho
A defesa de Fátima argumentou que o juiz interpretou erroneamente a deformidade como deboche e solicitou a suspeição do magistrado. O pedido foi negado, e o juiz Ceolin determinou o arquivamento do inquérito após o Ministério Público de São Paulo apontar falta de provas. O depoimento de um tabelião corroborou a versão de Fátima sobre as doações contestadas, levando ao encerramento do caso.
Fonte: https://g1.globo.com



