Medidas foram determinadas no processo que apura a morte de Elisângela Barbosa de Almeida, de 43 anos, em Pariquera-Açu, no interior de SP.
A Justiça de Pariquera-Açu, no interior de São Paulo, determinou novas perícias e a quebra dos sigilos bancário e telefônico de Elisângela Barbosa de Almeida, professora de 43 anos que foi morta e enterrada no quintal de casa. O marido dela, Jacemir Barbosa Bueno de Almeida, está preso desde abril, acusado pelo crime.
O corpo da professora foi encontrado em 24 de abril, depois que ela ficou desaparecida por cerca de cinco dias. Segundo a investigação, Jacemir teria confessado informalmente ter dado um tapa no rosto da mulher durante uma discussão, na madrugada de 21 de abril. Ele relatou que Elisângela caiu, começou a convulsionar e morreu. Depois, teria cavado uma cova no imóvel e enterrado o corpo.
Na última terça-feira (25), a Justiça cobrou do Instituto de Criminalística a conclusão dos exames toxicológico e anatomopatológico. Também foram solicitadas complementações dos laudos necroscópico e perinecroscópico.
A perícia no celular da vítima também apresentou problemas. O material analisado continha apenas dados de 2024, enquanto a investigação considera fundamental o período entre 21 e 24 de abril de 2026. Uma nova extração de e-mails, SMS, WhatsApp e Instagram foi determinada.
O juiz também autorizou a quebra do sigilo bancário e telemático da vítima. O PicPay deverá apresentar movimentações financeiras, registros de acesso, IPs e alterações de telefone, e-mail e senha entre 1º e 25 de abril.
A medida busca esclarecer possíveis movimentações indevidas e ajudar a investigação a entender a motivação do crime.

A defesa de Jacemir informou que não irá se manifestar neste momento. A SSP-SP foi questionada sobre os laudos, mas não havia respondido até a última atualização da reportagem.
Jacemir Barbosa Bueno de Almeida foi preso acusado de matar Elisângela Barbosa de Almeida e enterrá-la no quintal da residência onde moravam em Pariquera-Açu — Foto: Reprodução e Redes sociais
Fonte: G1




