O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a união dos países em desenvolvimento, em especial os do chamado Sul Global, para "mudar a lógica econômica" do mundo. A afirmação foi feita na madrugada deste domingo (22), momentos antes de encerrar a visita à Índia e partir para a Coreia do Sul. Lula destacou as dificuldades históricas que países menos desenvolvidos enfrentam nas negociações com superpotências.
Brics e nova lógica econômica
Na avaliação de Lula, o Brics tem colaborado no sentido de viabilizar uma nova lógica econômica para o mundo. O presidente destacou que o grupo pode integrar o G20 e formar algo equivalente a um G30. Lula enfatizou que a proposta não envolve a criação de uma moeda comum, mas sim o comércio entre os países membros utilizando suas próprias moedas.
Fortalecimento da ONU e multilateralismo
Lula reiterou a importância do multilateralismo e do fortalecimento da ONU para resolver questões globais, defendendo a necessidade de representatividade e eficácia da organização. Ele ressaltou a importância de manter a paz e a harmonia no mundo, destacando a urgência de respostas a crises em diversos países. Além disso, o presidente brasileiro defendeu a cooperação internacional no combate ao crime organizado transnacional.
Relações com os EUA e América do Sul
Sobre as relações com os Estados Unidos, Lula mencionou a possibilidade de boas parcerias no combate ao narcotráfico e ao crime organizado, ressaltando a importância de uma abordagem respeitosa por parte da superpotência em relação aos países da América do Sul. Ele expressou o desejo de discutir o papel dos EUA na região em um futuro encontro com o presidente Donald Trump.
Diálogo com a Índia e empresários
Lula compartilhou os resultados positivos de seus encontros com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, enfatizando a importância de fortalecer as relações comerciais entre Brasil e Índia. Além disso, o presidente destacou a receptividade dos empresários indianos em relação ao Brasil, ressaltando o potencial de cooperação entre os dois países para o desenvolvimento econômico mútuo.



