Lula encerra campanha na Avenida Paulista e destaca mobilização popular no segundo turno

Na reta final das eleições, a Paulista vira palco da mobilização popular.

5 Tempo de Leitura
Highlights
  • Lula , Avenida Paulista , segundo turno , eleições 2026 , mobilização popular , democracia , campanha eleitoral
Dra Marcela Paiva

Presidente comparou participação dos eleitores à campanha de 1989 e afirmou que a organização dos atos ultrapassou os partidos políticos. Não houve estimativa oficial de público.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, realizou neste sábado (24) seu último ato de campanha antes do segundo turno das eleições de 2026. A mobilização aconteceu na Avenida Paulista, em São Paulo, e reuniu milhares de apoiadores, além de lideranças políticas e integrantes do governo.

Lula chegou pouco antes das 16h, acompanhado da primeira-dama Janja, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e de aliados como Guilherme Boulos (PSOL), Marina Silva (Rede), Márcio França (PSB) e Simone Tebet (PSB). O presidente deixou o local por volta das 18h20.

Às 17h, manifestantes ocupavam 14 dos 18 quarteirões da avenida. A concentração de pessoas dificultou o deslocamento dos veículos que transportavam Lula e os demais participantes.

Em conversa com jornalistas, o presidente comparou a mobilização deste segundo turno à eleição presidencial de 1989, que classificou como uma das campanhas mais emocionantes pela participação da sociedade.

“Há muitos anos, mesmo os mais velhos, que fazem campanha política, não tinham visto uma mobilização da sociedade como vimos nesse segundo turno”, afirmou.

Lula também destacou a participação espontânea dos eleitores e disse que a organização das manifestações não ficou restrita às estruturas partidárias.

“É o povo que está organizando, e não partidos”, declarou.

O candidato à reeleição afirmou estar confiante na vitória contra Flávio Bolsonaro (PL) na votação deste domingo (25).

Apoiadores levam lápis gigante à Paulista

A manifestação foi marcada por bandeiras, camisetas vermelhas, músicas e palavras de ordem. Entre os cartazes, estavam mensagens em defesa da soberania nacional e da democracia, além de críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Apoiadores de Lula levaram lápis inflável gigante à Avenida Paulista como contraponto a míssil levado por apoiadores de Flávio em ato de 18/10

Um dos símbolos do ato foi um lápis inflável gigante, levado por apoiadores de Lula em contraposição ao míssil exibido durante uma manifestação de Flávio Bolsonaro na Paulista, em 18 de outubro. Na ocasião, o objeto continha uma frase em inglês pedindo um ataque nuclear dos Estados Unidos ao Brasil.

Durante o evento deste sábado, Simone Tebet destacou a importância da participação política e da democracia. Marina Silva também celebrou a mobilização popular e fez referências à Constituição, à soberania e ao respeito à diversidade.

Pesquisa não divulga estimativa de público

Apesar da grande concentração de manifestantes, não foi divulgada uma estimativa de público para o ato.

O Monitor do Debate Político, em parceria com a organização More in Common, informou que não conseguiu realizar o registro fotográfico no horário de maior concentração.

Segundo a equipe, embora o uso de drones tivesse sido autorizado pela segurança presidencial, houve impedimentos operacionais durante a manifestação. Os equipamentos só conseguiram realizar voos às 13h30 e às 14h40.

AgênciaModerna

Diante da ausência de imagens do horário de pico, os pesquisadores decidiram não divulgar uma estimativa que poderia subdimensionar o público presente.

Como referência, o ato de Flávio Bolsonaro realizado na Paulista em 18 de outubro reuniu cerca de 71,8 mil pessoas, segundo a metodologia utilizada pelo mesmo monitor.

Organização reforça segurança e acompanha transporte das urnas

Antes da manifestação, representantes da campanha discutiram medidas de segurança com a Polícia Militar, a Prefeitura de São Paulo e o Metrô.

A organização também solicitou que os policiais permanecessem identificados e utilizassem câmeras corporais durante o evento. Outro pedido, encaminhado à PM e ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), buscou garantir que a concentração de manifestantes não prejudicasse o transporte das urnas eletrônicas.

Advogados ligados ao partido foram distribuídos em pontos estratégicos da avenida para acompanhar eventuais ocorrências.

Não foram registradas cenas de depredação. A dispersão ocorreu pela região da Praça do Ciclista, enquanto as estações do Metrô permaneceram abertas, embora tenham registrado grande movimentação.

O segundo turno das eleições presidenciais acontece neste domingo, 25 de outubro.

Manifestante chora na Avenida Paulista após a passagem do presidente Lula, candidato à reeleição

O presidente Lula ao chegar ao último ato da campanha, na Avenida Paulista — Fotos: Reprodução

Fonte: G1

Gráfica e Editora Copbem, sempre causando uma boa impressão
Compartilhe está notícia