Mãe denuncia creche após menino de 2 anos aparecer com hematoma no rosto em Praia Grande

Caso levanta questionamentos sobre segurança e cuidado nas creches municipais.

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  • Praia Grande, creche municipal, hematoma no rosto, criança de 2 anos, denúncia, investigação, funcionária afastada, Secretaria de Educação
Dra Marcela Paiva

Prefeitura apura o caso e afastou uma funcionária da sala; mãe relata episódios anteriores de machucados e cobra esclarecimentos sobre o ferimento.

Uma mãe denunciou uma creche municipal de Praia Grande, no litoral de São Paulo, após o filho, de 2 anos, aparecer com um hematoma roxo no rosto. Segundo ela, o machucado foi percebido depois que a criança chegou à Escola Municipal Esmeralda dos Santos Novaes, no bairro Jardim Quietude.

O caso aconteceu na terça-feira (20). De acordo com a mãe, a família recebeu uma mensagem da equipe escolar cerca de uma hora após deixar o menino na unidade. No comunicado, porém, a escola teria informado que a criança já chegou ao local com a marca no rosto.

A mulher contestou a versão e pediu que as imagens das câmeras de segurança fossem verificadas. Após a reclamação, a Secretaria Municipal de Educação foi acionada.

Dois dias depois, a mãe participou de uma reunião com representantes da pasta e foi informada de que uma funcionária que trabalhava na sala havia sido afastada.

Em nota, a Prefeitura de Praia Grande informou que apura o ocorrido e reforçou o compromisso com a segurança e a integridade física e emocional dos alunos. A administração municipal afirmou ainda que adotará as medidas administrativas cabíveis após a investigação.

Histórico de machucados

A mãe relatou que o episódio não foi isolado. Segundo ela, nos seis meses em que o filho frequenta a creche, a criança voltou para casa com marcas no corpo em outras ocasiões, incluindo mordidas. A escola teria atribuído os ferimentos a quedas ou a conflitos entre crianças.

Mãe afirma ter sido informada sobre o machucado cerca de

uma hora após deixar filho na creche

AgênciaModerna

No entanto, segundo a mulher, durante a reunião com a Secretaria de Educação, não foram encontrados registros das ocorrências no caderno da unidade. Ela afirma que a pasta também deve apurar o desaparecimento das anotações e analisar as imagens da funcionária afastada.

A mãe contou ainda que o menino passou a chorar na entrada da sala e a resistir a frequentar o espaço. Ela suspeita que algo possa ter acontecido dentro da unidade, mas afirma que busca respostas para esclarecer o caso.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) não havia se manifestado até a última atualização da reportagem.

Menino voltou de creche com marcas de mordidas

em algumas ocasiões — Fotos: Arquivo Pessoal

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