Mãe encontra massinha nos ouvidos de filho autista em escola de Registro

Segurança e acolhimento também fazem parte da educação.

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Menino de 7 anos precisou passar por lavagem em uma UPA após episódio no SESI Registro; mãe questiona acompanhamento durante crises.

Uma mãe afirma ter encontrado massinha de modelar nos dois ouvidos do filho, de sete anos, após uma crise dentro do SESI Registro, no bairro Agrochá, no interior de São Paulo. O caso aconteceu na terça-feira (8).

Segundo Erika, o menino, que tem diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH e Transtorno Opositor Desafiador (TOD), estava em crise e havia se trancado no banheiro da escola. A mãe foi chamada por volta das 14h e encontrou o filho sobre o vaso sanitário.

Com a ajuda de uma professora, ela conseguiu acalmá-lo. Depois, percebeu que havia massinha amarela nos dois ouvidos da criança. Questionada sobre como o material havia chegado ao local, a funcionária disse não saber.

A mãe levou o menino a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Registro, onde ele precisou passar por uma lavagem para retirar a massinha. Segundo Erika, ela acredita que o próprio filho possa ter colocado o material nos ouvidos, mas questiona o acompanhamento oferecido pela escola durante as crises e defende a presença de um profissional especializado.

O caso foi registrado como “não criminal” no 1º Distrito Policial de Registro.

Outros episódios

De acordo com a mãe, o episódio não foi isolado. Ela afirma que o filho já saiu da sala sem que a professora percebesse e acabou mordido por um cachorro no canil da unidade. Em outra situação, teria corrido em direção à piscina.

Adoção Pet Love

Erika diz que é chamada com frequência à escola e procurou a ouvidoria para pedir esclarecimentos. Ela também registrou boletim de ocorrência.

A mãe afirma ainda que os episódios ocorrem principalmente no ambiente escolar. Fora da unidade, o menino faz terapias, pratica futebol, brinca e interage com outras pessoas.

O que diz o SESI

Em nota, o SESI Registro afirmou que o aluno permaneceu acompanhado pela equipe escolar durante todo o período em que esteve sob os cuidados da instituição. A escola informou que adotou os procedimentos previstos no regimento, acolheu o estudante e monitorou a situação.

O SESI-SP também declarou manter diálogo com a família e reforçou o compromisso com a proteção integral dos alunos e com um ambiente seguro e acolhedor.

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