Mãe vende donuts em ônibus para comprar cadeira adaptada para filho com paralisia cerebral

Amor que se transforma em luta, trabalho e esperança.

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Mãe de Santos vende cake donuts durante trajetos de ônibus para acompanhar terapias do filho e arrecadar dinheiro para uma cadeira de rodas adaptada.

Carolina Almeida da Silva, de 38 anos, encontrou nos ônibus de Santos, no litoral de São Paulo, uma maneira de trabalhar e, ao mesmo tempo, acompanhar o filho Lucas, de 14 anos, nas sessões de terapia. O adolescente tem paralisia cerebral e precisa de uma cadeira de rodas adaptada às suas necessidades.

Há dois anos, Carolina comprou uma máquina para produzir cake donuts, feitos com massa de bolo. Desde então, aproveita os deslocamentos para oferecer os doces aos passageiros. Como é a única responsável pelos cuidados do filho e não tem com quem deixá-lo, essa foi a alternativa encontrada para complementar a renda.

Lucas faz fisioterapia, terapia ocupacional, musicoterapia, fonoaudiologia, equoterapia e hidroterapia, além de consultas médicas. A família vive de benefícios e recebe auxílio-aluguel. Atualmente, os dois moram no bairro Santa Maria, em Santos.

Lucas (à esq.) precisa de uma nova cadeira adaptada

para as suas necessidades. — Foto: Arquivo Pessoal

A cadeira usada pelo adolescente foi doada e não foi fabricada especificamente para ele. Lucas não tem controle cervical, da cabeça e do tronco, passou por cirurgia no quadril e apresenta diferença no comprimento das pernas. Por isso, precisa de um equipamento planejado para garantir segurança, conforto e suporte adequado.

Uma cadeira completa pode custar entre R$ 18 mil e R$ 28 mil. Carolina já conseguiu arrecadar quase R$ 12 mil, mas continua buscando doações e alternativas mais acessíveis.

Adoção Pet Love

A mãe diz que não romantiza as dificuldades, mas encontra forças no amor pelo filho. “Eu amo tanto esse menino. Me exponho de todas as formas para pedir ajuda, para lutar pelo direito dele, pelo espaço dele na sociedade”, afirmou.

Carolina vende donuts durantes os trajetos de ônibus quando leva Lucas

para as terapias. — Foto: Arquivo Pessoal

Fonte: G1

Gráfica e Editora Copbem, sempre causando uma boa impressão
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