MANPADS: como funcionam os mísseis portáteis que ameaçaram avião de Trump

Uma ameaça no radar, uma operação silenciosa e uma mudança de rota.

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Militares iranianos disparam míssil de defesa portátil Foto: IRNA/Divulgação
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  • ANPADS , Trump , Irã , Turquia , Air Force One , mísseis , Serviço Secreto , segurança

Suspeita de uma célula iraniana armada na Turquia levou o Serviço Secreto a retirar Trump do Air Force One e transferi-lo para outra aeronave.

A possibilidade de um ataque com um míssil portátil, conhecido pela sigla MANPADS, levou os Estados Unidos a realizar uma operação secreta para retirar Donald Trump da Turquia, em julho. Segundo a imprensa americana, a inteligência dos EUA recebeu informações sobre uma suposta célula iraniana armada no país.

Trump havia participado de uma cúpula da Otan e deixaria a Turquia em 8 de julho. O plano de segurança, elaborado pelo Serviço Secreto poucas horas antes da decolagem, previa que o presidente deixasse discretamente o avião presidencial e embarcasse em outra aeronave.

Trump chegou a aparecer diante das câmeras entrando no Air Force One. Depois, porém, foi levado até um caminhão de alimentos conectado ao avião e transportado para outra aeronave americana.

A preocupação estava relacionada aos MANPADS, sistemas de defesa aérea que podem ser operados por uma única pessoa e lançados a partir do ombro. Esses equipamentos são usados contra aeronaves como aviões, helicópteros e drones.

Segundo o professor Vitelio Brustolin, da Universidade Federal Fluminense (UFF), entre os modelos que poderiam estar relacionados à ameaça estão os iranianos Misagh-1 e Misagh-2 e os chineses QW-1 e QW-18. Esses sistemas têm alcance estimado de até 6 quilômetros e podem atingir alvos a altitudes de até 5 mil metros.

Adoção Pet Love

O risco dependeria principalmente da distância que os supostos integrantes da célula conseguiriam alcançar em relação à aeronave. Mesmo com sensores, contramedidas eletrônicas, procedimentos de evasão e escolta militar, um ataque durante a decolagem poderia representar uma situação de risco.

Para o especialista, a segurança do avião presidencial funciona em camadas, começando pela prevenção de um possível disparo. A troca de aeronave, portanto, teria sido uma medida adicional para reduzir a exposição do presidente.

Fonte: G1

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