O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira a suspensão temporária da vacinação contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan. A decisão foi tomada após o registro de 42 casos de reações adversas graves entre mais de 500 mil pessoas vacinadas em diferentes regiões do país.
Segundo o ministro Alexandre Padilha, a medida é preventiva e tem como objetivo permitir uma investigação mais aprofundada dos casos. Entre os episódios analisados, três pessoas precisaram de internação e duas morreram. Até o momento, porém, não há comprovação de que os óbitos tenham sido causados diretamente pela vacina.
Os casos estão sendo avaliados por especialistas do Ministério da Saúde, da Anvisa e do próprio Butantan. A investigação vai analisar o histórico clínico dos pacientes, doenças preexistentes, fatores de risco individuais, possíveis falhas na aplicação e até eventuais desvios de qualidade do imunizante.
Apesar da suspensão da estratégia de vacinação, o governo federal reforça que não há evidências que invalidem a eficácia da vacina e destaca que as pessoas já imunizadas continuam protegidas contra a dengue.
Os registros considerados graves representam uma parcela extremamente pequena dos vacinados. Dos mais de 500 mil imunizados, 3.703 apresentaram sintomas semelhantes aos da dengue, enquanto apenas 42 desenvolveram sinais de alerta, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes ou sangramentos.
O Ministério da Saúde informou ainda que fará acompanhamento especial das pessoas vacinadas nos últimos 21 dias e orienta a busca imediata por atendimento médico diante de sintomas de agravamento do quadro clínico.
Fonte: ABN


