Motiva Trilhos repudia ofensas racistas contra estudante no metrô de SP

Combater o racismo exige denúncia, apuração e responsabilização.

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  • acismo , injúria racial , metrô de São Paulo , Linha 4-Amarela , Vila Sônia , investigação , Ministério Público
Dra Marcela Paiva

Caso ocorreu na estação Vila Sônia, da Linha 4-Amarela; concessionária afirma que acolheu a vítima, enquanto Ministério Público pediu abertura de inquérito.

A Motiva Trilhos, concessionária responsável pela Linha 4-Amarela do metrô de São Paulo, repudiou as ofensas racistas dirigidas a um estudante durante uma discussão na estação Vila Sônia, na noite de domingo (18). O episódio foi registrado em vídeo e deverá ser investigado pela Polícia Civil.

Em nota divulgada nesta terça-feira (20), a empresa informou que agentes de Atendimento e Segurança atenderam à ocorrência e ofereceram acolhimento à vítima, além de apoio para encaminhá-la a uma delegacia. Na ocasião, o estudante optou por não registrar a ocorrência naquele momento, segundo a concessionária.

A empresa reforçou a importância de denunciar formalmente casos de racismo nas estações ou diretamente às autoridades policiais, mesmo que o registro seja feito posteriormente. Também afirmou que permanece à disposição para colaborar com as investigações.

Ofensas foram registradas em vídeo

O estudante Marcio Ferreira relatou ter sido vítima de injúria racial durante uma discussão que começou após uma manifestação de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), na Avenida Paulista. O episódio ocorreu por volta das 20h de domingo.

Segundo o relato da vítima, a mulher teria feito comentários homofóbicos contra outras três pessoas durante uma discussão política. Ao tentar intervir para evitar uma agressão física, Marcio também passou a ser alvo de insultos.

Agressora bolsonarista autora injúrias raciais 

Nas imagens divulgadas, a mulher admite ter chamado o estudante de “preto de bosta”. Ao ser confrontada, tenta justificar a declaração dizendo que tem marido e filho negros. A mulher foi identificada em relatos sobre o caso como apoiadora de Bolsonaro.

AgênciaModerna

Marcio afirmou ainda que foi perseguido pela escada rolante e que, posteriormente, a mulher passou a acusá-lo de agressão.

Ministério Público pede investigação

O Ministério Público de São Paulo informou que o Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância (Gecradi) requisitou a abertura de inquérito policial para apurar o episódio.

A concessionária declarou repudiar qualquer manifestação de racismo ou discriminação e reiterou que poderá colaborar com as autoridades na apuração dos fatos.

Fonte: Assessoria de Imprensa Motiva/G1

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