Movimento feminista protesta contra escala 6×1 e violência global

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© Marla Galdino/Divulgação/Ministério das Mulheres
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A Articulação Nacional da Marcha de 8 de Março, composta por 42 organizações e movimentos em defesa dos direitos das mulheres, entregou ao governo federal um manifesto com suas reivindicações para este ano. Além das demandas já conhecidas, como garantia de direitos básicos e legalização do aborto, os movimentos também se posicionam contra o imperialismo, as tecnologias usadas pela extrema-direita e os padrões de violência em escala global.

Manifesto de luta e resistência

No documento entregue à ministra das Mulheres, Márcia Lopes, as militantes reforçam que a luta das mulheres é baseada na capacidade histórica de auto-organização e destacam o caráter internacionalista da mobilização. Elas denunciam interferências dos Estados Unidos em governos estrangeiros, ameaças bélicas e ataques cibernéticos como formas de dominação colonial que impactam a fome, a exploração capitalista patriarcal e racista.

Diversidade e resistência

O manifesto também aborda a diversidade das mulheres representadas, incluindo trabalhadoras urbanas, rurais, indígenas, quilombolas, negras, LGBTQIA+, com deficiência, entre outras. Além disso, é destacado o protesto contra o racismo, violência policial, intolerância religiosa, controle sobre os corpos femininos e insegurança alimentar.

Desafios atuais e lutas futuras

As manifestantes também expressam preocupação com a precarização do mercado de trabalho, enfatizando a rejeição da escala 6×1. Denunciam que a crise climática é resultado da destruição predatória dos territórios e da mercantilização das mulheres e da natureza. Além disso, defendem a taxação das grandes fortunas como essencial para a construção de um Brasil mais justo e afirmam que a luta contra todas as opressões está ligada à defesa da democracia, soberania e justiça social.

Mobilização e ação

Ao todo, estão programadas 34 manifestações em diversas cidades entre hoje e a próxima segunda-feira. O ato na capital paulista está marcado para o domingo, com concentração às 14h em frente ao Fórum Pedro Lessa, próximo ao Masp, com a intenção de reunir mulheres de diferentes origens e lutas em prol de um mundo mais justo e igualitário.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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