MP denuncia motorista por morte de nutricionista em acidente no Guarujá

Embriaguez ao volante cobra mais uma vida.

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Murilo Rabello Abite e Daniella Ferraz Rooth Reprodução
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Promotoria afirma que condutor dirigia embriagado quando perdeu o controle do carro; Justiça decidirá se aceita a denúncia e abre ação penal.

O Ministério Público de São Paulo denunciou Murilo Rabello Abite, de 26 anos, pela morte da nutricionista Daniella Ferraz Rooth, de 25, em um acidente de trânsito ocorrido no Guarujá, no litoral paulista. Ele foi acusado de homicídio culposo e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.

Segundo a Promotoria, Murilo dirigia sob efeito de álcool quando perdeu o controle do carro e colidiu contra um poste na Avenida Leomil, no bairro Pitangueiras. O órgão sustenta que a capacidade psicomotora do motorista estava comprometida e que os passageiros que ocupavam o banco traseiro viajavam sem cinto de segurança.

Daniella sofreu traumatismo cranioencefálico grave e choque hemorrágico. Ela foi socorrida em estado grave, mas morreu após dar entrada no hospital. Outra passageira teve ferimentos leves.

O Ministério Público também pediu que o motorista seja condenado a pagar indenização mínima de R$ 100 mil aos herdeiros da vítima e cerca de R$ 4,8 mil à passageira ferida.

O acidente aconteceu na manhã de domingo (19), após o grupo deixar uma festa em Santos. Em depoimento, Murilo admitiu ter consumido duas cervejas, mas afirmou que esperou algumas horas antes de dirigir. Ele alegou ainda que perdeu o controle do veículo ao passar por um buraco na via.

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A investigação, no entanto, concluiu que a embriaguez foi determinante para o acidente. Policiais militares relataram sinais de ingestão de álcool, e o exame realizado no Instituto Médico Legal apontou hálito etílico acentuado, atenção dispersa e outros indícios compatíveis com consumo de bebida alcoólica. O motorista se recusou a fazer o teste do bafômetro.

Preso em flagrante, Murilo foi liberado após pagar fiança de R$ 8.105. Entre as medidas cautelares impostas pela Justiça estão o comparecimento periódico ao Judiciário, a proibição de deixar a comarca sem autorização e a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A denúncia agora será analisada pela Justiça.

Fonte: IG Notícias

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