Navio ‘Professor W. Besnard’ Adorna no Porto de Santos e Autoridades Agem Rapidamente

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G1
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O Porto de Santos, no litoral paulista, foi palco de um incidente na última sexta-feira (13) quando o navio Professor W. Besnard, uma embarcação inoperante, adernou (inclinou) e ficou apoiado no fundo do estuário, nas proximidades do Parque Valongo. O ocorrido mobilizou a Autoridade Portuária de Santos (APS) e a Prefeitura local, que rapidamente implementaram medidas de segurança e contenção. Felizmente, não houve registro de feridos, e as ações imediatas focaram na prevenção de danos ambientais e na garantia da segurança portuária.

Detalhes do Incidente e Pronta Resposta

O navio Professor W. Besnard, de propriedade do Instituto do Mar e em condição de inatividade, estava atracado no cais do Parque Valongo quando se inclinou e encontrou apoio no leito do estuário. A situação, embora incomum, não representou perigo iminente para a navegação, uma vez que a embarcação já se encontrava acostada à margem. A Autoridade Portuária de Santos (APS) agiu com celeridade após ser notificada do incidente.

Entre as primeiras providências tomadas pela APS, destacam-se o isolamento imediato da área em terra para evitar acessos desnecessários e a instalação de barreiras de contenção no mar. Esta última medida foi crucial para prevenir qualquer possível vazamento de óleo ou outros poluentes, garantindo a proteção do ecossistema do estuário. A Capitania dos Portos de São Paulo, órgão responsável pela segurança da navegação, foi prontamente comunicada sobre a ocorrência para monitoramento e acompanhamento.

Status da Embarcação e Posicionamento Oficial

A embarcação Professor W. Besnard, conhecida por sua história ligada à pesquisa oceanográfica, ocupa atualmente um espaço cedido no Porto de Santos. Conforme informações da Diretoria de Operações (Diop) da APS, o navio aguarda providências de seus proprietários, o Instituto do Mar, para uma eventual restauração. A sua condição de inoperância já era conhecida pelas autoridades portuárias.

A Diop reforçou, por meio de nota, que todas as ações possíveis foram tomadas para gerenciar a situação e que o adernamento do navio não oferece riscos à navegação no Porto de Santos. A explicação é que a inclinação ocorreu justamente no ponto de atracação, junto ao cais, e não em uma área de tráfego intenso. Essa condição específica garantiu que o incidente não afetasse o fluxo operacional do complexo portuário, minimizando impactos.

A Intervenção da Prefeitura de Santos

A Prefeitura de Santos, por meio da Secretaria de Assuntos Portuários e Emprego (Seporte), também se manifestou sobre o incidente. O município informou ter entrado em contato tanto com a Capitania dos Portos de São Paulo quanto com a Autoridade Portuária de Santos (APS) para obter detalhes e oferecer suporte, caso necessário. A articulação entre os diferentes níveis de governo e as autoridades marítimas é fundamental em situações como essa para uma gestão coordenada.

É importante ressaltar que, embora o navio estivesse acostado no cais do Parque Valongo, uma área sob a jurisdição municipal, a embarcação não pertence à cidade de Santos. Essa clarificação evita equívocos sobre a responsabilidade primária pela embarcação e sua manutenção, que recai sobre o Instituto do Mar. A Prefeitura atuou no acompanhamento da situação e na articulação com os órgãos competentes.

Com a área isolada, barreiras de contenção instaladas e a situação sob monitoramento constante da APS e da Capitania dos Portos, o incidente com o Professor W. Besnard demonstrou a capacidade de resposta rápida das autoridades portuárias e ambientais de Santos. A prioridade máxima permanece sendo a segurança e a integridade ambiental do estuário, enquanto aguardam-se os próximos passos dos proprietários do navio para sua recuperação ou destinação final.

Fonte: https://g1.globo.com

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