Nova Zelândia propõe proibir redes sociais para menores de 16 anos

Proteger os jovens no mundo digital virou um desafio global.

2 Tempo de Leitura
Diversos países debatem ou implementam vetos a menores de idade nas redes sociais Redação DW
Highlights
  • NOVA ZELÂNDIA , MENORES DE 16 ANOS , REDES SOCIAIS , SEGURANÇA ONLINE , CRIANÇAS , ADOLESCENTES , PLATAFORMAS , SAÚDE MENTAL

Projeto responsabiliza plataformas pela fiscalização e prevê multas de até 10% da receita global em caso de descumprimento.

A Nova Zelândia deve apresentar nesta segunda-feira (24) um projeto de lei que proíbe o acesso de menores de 16 anos às redes sociais. A proposta segue medidas adotadas ou discutidas em outros países, como a vizinha Austrália.

Pelo projeto, plataformas como Instagram, TikTok, Snapchat e Facebook terão de verificar a idade dos usuários. Entre as tecnologias que poderão ser utilizadas estão ferramentas de estimativa de idade por reconhecimento facial e sistemas de identificação digital.

As empresas que descumprirem a regra poderão receber multas de até 10% da receita global. Também terão de avaliar os riscos oferecidos aos usuários mais jovens e informar quais medidas adotaram para reduzi-los.

O primeiro-ministro Christopher Luxon defende que os possíveis impactos das redes sobre crianças não podem ser ignorados. Entre os problemas citados estão efeitos sobre saúde mental, sono e educação.

Dados do governo indicam que uma em cada três crianças de 13 a 17 anos passa pelo menos cinco horas por dia nas redes sociais.

A ministra da Educação, Erica Stanford, destacou que a proposta não prevê punições para crianças, pais ou responsáveis. A responsabilidade legal ficará com as plataformas.

A eficácia da medida, porém, é questionada. Partidos que integram a coalizão governista, como NZ First e ACT, já demonstraram oposição à proposta.

Adoção Pet Love

Na Austrália, uma proibição semelhante entrou em vigor no ano passado. Um estudo publicado em junho, no entanto, encontrou poucas evidências de que a restrição tenha reduzido o uso das redes sociais entre adolescentes.

A discussão também avança na Europa. Países como Alemanha analisam medidas semelhantes, enquanto, na França, a Justiça barrou neste mês uma proposta de veto para adolescentes.

O debate coloca no centro uma questão que ultrapassa fronteiras: como proteger crianças no ambiente digital sem transformar a fiscalização em um novo problema de privacidade e controle?

Fonte: IG Notícias

Gráfica e Editora Copbem, sempre causando uma boa impressão
Compartilhe está notícia