ONU aprova iniciativa para corrigir distorções do mapa-múndi

O mundo não mudou. O mapa, sim.

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  • ONU , MAPA-MÚNDI , MERCATOR , EQUAL EARTH , CONTINENTES , ÁFRICA , CARTOGRAFIA

Resolução incentiva o uso de projeções que representem melhor o tamanho dos continentes; Mercator amplia visualmente regiões próximas aos polos

A ONU aprovou uma resolução que incentiva o uso de mapas capazes de representar com mais fidelidade o tamanho dos continentes. A proposta, aprovada por 164 votos, busca reduzir distorções presentes em projeções cartográficas usadas há séculos.

O principal alvo da discussão é a projeção de Mercator, criada em 1569 pelo cartógrafo Gerardus Mercator para facilitar a navegação marítima. O modelo preserva direções, mas aumenta progressivamente o tamanho das regiões quanto mais próximas elas estão dos polos.

Comparação entre o mapa Mercator e a nova proporção aprovada pela ONU   Foto: Reprodução / Ministério do Interior da França

É por isso que a Groenlândia pode parecer semelhante à África em alguns mapas, embora o continente africano seja cerca de 14 vezes maior. O mesmo efeito pode fazer Brasil e Alasca parecerem mais próximos em tamanho do que realmente são.

À esquerda, a África no mapa Mercator e à direita, o continente no novo mapa aprovado pela ONU — Foto: Reprodução

A alternativa defendida pela iniciativa é a Equal Earth (Terra Igual), uma projeção que procura preservar melhor as proporções das áreas terrestres. A África, a América do Sul e outras regiões próximas ao Equador passam, assim, a aparecer com dimensões mais próximas das reais.

 

 

O que muda na prática?

A decisão da ONU não determina o fim do mapa de Mercator. A resolução funciona como um incentivo para governos, escolas, organizações e instituições considerarem representações mais fiéis das áreas continentais.

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Mapa mundi segundo projeção Gall-Peters — Foto: Wikimedia Commons

A proposta também destaca que mapas influenciam a forma como as pessoas compreendem o mundo, especialmente em materiais educacionais e ferramentas digitais.

Mas há um ponto importante: nenhuma projeção consegue representar perfeitamente uma Terra esférica em uma superfície plana. Toda escolha envolve algum tipo de distorção.

Portanto, os continentes não mudam de tamanho. O que muda é a maneira como eles são representados no mapa.

Linha fina: ONU incentiva mapas que reduzam distorções de tamanho entre continentes e ofereçam uma visão mais próxima das proporções reais da Terra.

Novo mapa aprovado pela ONU. — Foto: Reprodução

Fonte: G1

 

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