Empresas brasileiras afetadas pelas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos e pelos reflexos econômicos dos conflitos no Oriente Médio terão mais facilidade para acessar crédito público.
O governo federal decidiu reduzir de 5% para 1% o percentual mínimo de perda de faturamento exigido para adesão ao Plano Brasil Soberano. A mudança foi oficializada por meio de portaria conjunta dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e entra em vigor na próxima segunda-feira (8).
Com a nova regra, exportadores e fornecedores impactados por medidas tarifárias internacionais ou por instabilidades geopolíticas poderão solicitar financiamento mesmo com quedas menores de receita.
A medida beneficia empresas dos setores industrial e exportador, incluindo segmentos como aço, alumínio, cobre, indústria automotiva e moveleira. O objetivo é ampliar o alcance do programa e oferecer proteção econômica diante de um cenário global marcado por incertezas comerciais e conflitos internacionais.
Para acessar os recursos, as empresas deverão comprovar que as exportações representaram ao menos 1% do faturamento bruto no período de referência estabelecido pelo programa.
Segundo o governo, a flexibilização busca preservar empregos, manter a atividade produtiva e garantir competitividade às empresas brasileiras em um ambiente econômico cada vez mais desafiador.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que o Plano Brasil Soberano já recebeu solicitações de crédito que somam R$ 6,7 bilhões, com R$ 1,6 bilhão aprovado até o momento.
As linhas de financiamento contemplam capital de giro, produção para exportação, compra de máquinas e equipamentos, ampliação da capacidade produtiva, inovação tecnológica e adaptação de produtos e processos.
A expectativa é que a mudança amplie o acesso ao crédito e fortaleça a capacidade de reação das empresas brasileiras diante dos impactos provocados pelas tensões econômicas internacionais.


