Plano prevê 37,5% dos investimentos em exploração na região, mas novos poços ainda dependem de licença ambiental do Ibama.
A Petrobras prevê investir US$ 2,5 bilhões na perfuração de 15 poços na Margem Equatorial até 2030. O projeto faz parte do Plano de Negócios 2026-2030 e representa 37,5% dos recursos destinados pela companhia à exploração.
Na costa do Amapá, a estatal já pediu ao Ibama autorização para perfurar três novos poços. O processo, porém, ainda está em análise. Em 14 de agosto, a Petrobras apresentou informações complementares solicitadas pelo órgão ambiental, incluindo medidas de proteção da fauna marinha, planos para situações de emergência e estudos sobre impactos cumulativos.
A licença só poderá ser concedida depois que o Ibama avaliar se as exigências ambientais e de segurança foram atendidas. Até lá, os novos poços não podem começar a ser perfurados.
Pressão ambiental
A exploração provoca preocupação entre ambientalistas e comunidades tradicionais. Organizações como Greenpeace e WWF-Brasil alertam para possíveis impactos no Grande Sistema de Recifes da Amazônia e nos manguezais do litoral do Amapá.
Também existe preocupação com a pesca artesanal e com comunidades quilombolas e indígenas que dependem dos recursos naturais da região. Segundo lideranças locais, alterações ambientais podem afetar ciclos tradicionais de pesca e alimentação.
Nova fronteira do petróleo
A Margem Equatorial é considerada estratégica pela Petrobras para ampliar as reservas brasileiras e compensar, no futuro, a redução da produção do pré-sal.
A região se estende por cerca de 2.200 quilômetros, entre o Rio Grande do Norte e o Amapá, e reúne cinco bacias sedimentares: Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar.

O desafio está justamente no equilíbrio entre a busca por novas reservas de petróleo e a preservação de ecossistemas considerados únicos e das comunidades que vivem deles.
Mapa com os Estados das Bacias da Margem Equatorial — Foto: Divulgação
Fonte: G1




