Operação do Programa SP Mobile fiscalizou estabelecimentos em Santos, Guarujá, Bertioga e Cubatão; 25 aparelhos já foram devolvidos às vítimas
A Polícia Civil apreendeu cerca de 10 mil celulares durante fiscalizações realizadas em lojas de Santos, Guarujá, Bertioga e Cubatão, na Baixada Santista. As ações fazem parte do Programa SP Mobile, iniciativa do Governo de São Paulo voltada ao combate ao roubo, furto e comércio irregular de aparelhos.
Um comerciante foi preso em Cubatão suspeito de receptação. Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), os policiais encontraram com ele um celular identificado como produto de furto.
As fiscalizações ocorreram em estabelecimentos que trabalham com compra, venda e manutenção de celulares. Durante as ações, foram encontrados aparelhos novos e seminovos que, de acordo com a Polícia Civil, poderiam ser destinados principalmente à retirada e ao reaproveitamento de peças.
Em parte dos casos, os responsáveis pelos estabelecimentos não apresentaram documentos capazes de comprovar a origem dos telefones.
Polícia investiga origem dos aparelhos
Os cerca de 10 mil celulares apreendidos passam por análise da Polícia Civil. O objetivo é identificar quais aparelhos possuem registro de furto ou roubo e localizar os respectivos proprietários.
Segundo a SSP-SP, 25 celulares já foram identificados e devolvidos às vítimas. Os demais permanecem em processo de verificação.
Para rastrear os aparelhos, os investigadores cruzam informações dos boletins de ocorrência com o número IMEI (Identidade Internacional de Equipamento Móvel), código exclusivo utilizado para identificar cada celular.
Por isso, a polícia orienta vítimas de roubo ou furto a registrarem corretamente a ocorrência e fornecerem o máximo possível de informações sobre o aparelho, como marca, modelo, número do IMEI e dados da nota fiscal.
Celular recuperado após registro detalhado
Entre as pessoas que conseguiram recuperar o aparelho está o funcionário público Ives Tomazini. Em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo, ele contou que incluiu no boletim de ocorrência os dados do celular e informações da nota fiscal.

Segundo Ives, o registro detalhado foi fundamental para que a polícia conseguisse localizar o aparelho.
“O prejuízo é grande, né? A gente trabalha bastante hoje em dia, o telefone não é barato”, afirmou.
Além do valor do equipamento, a perda do celular pode causar impactos profissionais para quem depende do aparelho para trabalhar.
Programa SP Mobile
As ações fazem parte do SP Mobile, programa criado para fortalecer o combate ao comércio de celulares provenientes de crimes e ampliar a recuperação de aparelhos roubados ou furtados.
A estratégia envolve a fiscalização de estabelecimentos que comercializam ou fazem manutenção de telefones e a utilização de informações que permitam rastrear os equipamentos.
Na Baixada Santista, a operação atingiu quatro municípios e resultou na apreensão de milhares de aparelhos. A investigação continua para determinar a procedência dos celulares e identificar eventuais responsáveis pela receptação ou comercialização irregular dos equipamentos.
Fonte: G1



