Policial penal é preso em Cajamar suspeito de feminicídio

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Felipe Arthur Bugni foi preso em flagrante após a morte da esposa, Aline Alves Bugni, em Cajamar; polícia investiga o caso como morte suspeita e hipótese de feminicídio.

O policial penal Felipe Arthur Bugni, de 40 anos, foi preso em flagrante na noite deste domingo (27) após a morte da esposa, Aline Alves Bugni, de 31 anos, em uma residência em Cajamar, na Grande São Paulo. O casal era casado havia cerca de dez anos e tinha uma filha de 9 anos.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a morte foi constatada no local por uma equipe médica. A ocorrência foi inicialmente registrada como morte suspeita, e a dinâmica dos fatos é investigada, inclusive sob a hipótese de feminicídio.

Ainda de acordo com a SSP-SP, o marido da vítima foi preso em flagrante por violência psicológica contra a mulher, lesão corporal e ameaça, após se envolver em agressões contra familiares da vítima.

Duas armas de fogo, carregadores e aparelhos celulares foram apreendidos. A Polícia Civil também solicitou exames periciais no local para auxiliar na investigação e esclarecer as circunstâncias da morte.

Violência contra a mulher em São Paulo

Dados da SSP-SP mostram que São Paulo registrou 17 feminicídios em junho de 2026. No mesmo mês, foram contabilizados 5.604 casos de lesão corporal dolosa contra mulheres, 2.099 descumprimentos de medidas protetivas de urgência, 848 estupros de vulnerável, 3.037 registros de perseguição e 509 ocorrências de violência psicológica contra a mulher.

Em julho, foram registrados mais nove feminicídios no estado. No período, a SSP-SP contabilizou ainda 5.785 casos de lesão corporal dolosa, 2.135 descumprimentos de medidas protetivas, 861 estupros de vulnerável, 4.505 registros de perseguição e 664 ocorrências de violência psicológica.

AgênciaModerna

A investigação sobre a morte de Aline deverá apontar a dinâmica do crime e eventual responsabilização criminal. A prisão em flagrante e a investigação não representam, por si só, condenação.

Fonte: ABN

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