Potencial da Própolis Verde no Combate ao Alzheimer e Parkinson: Estudo da USP

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G1
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Uma pesquisa desenvolvida na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da Universidade de São Paulo (USP) revelou o potencial da própolis verde, substância produzida por abelhas, no combate a doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson. Os resultados dos testes realizados em laboratório foram publicados na revista Chemistry & Biodiversity.

Compostos da Própolis Verde no Combate às Doenças Neurológicas

A pesquisa identificou que compostos presentes na própolis verde podem proteger as células nervosas contra danos e morte celular, inibindo processos associados à degeneração neurológica. Os compostos artepelina C e bacarina foram destacados por estimular os neurônios a se diferenciarem, se conectarem e evitarem a perda celular, tornando as células mais resistentes e capazes de se reorganizar e formar novas conexões.

Efeitos Promissores nos Testes em Laboratório

Os testes in vitro com células nervosas cultivadas em laboratório evidenciaram efeitos promissores das propriedades bioativas da própolis verde. Os resultados indicam um potencial para o desenvolvimento de terapias direcionadas a doenças neurológicas, ressaltando a importância da substância como fonte natural de compostos benéficos para o sistema nervoso.

Ação dos Compostos na Proteção das Células do Cérebro

O farmacêutico Gabriel Rocha Caldas, autor principal do estudo, explicou que os compostos da própolis verde mostraram potencial para proteger as células do cérebro e auxiliar nos processos de regeneração e adaptação dos neurônios. A perda progressiva de neurônios associada a doenças como Alzheimer e Parkinson pode ser combatida com a ação desses compostos.

Origem Botânica e Propriedades da Própolis Verde

A própolis verde se diferencia da comum pela origem botânica, sendo produzida a partir da resina do alecrim-do-campo (Baccharis dracunculifolia). Essa versão da própolis apresenta compostos únicos que demostram propriedades de interesse científico, como ação antisséptica, anti-inflamatória, antifúngica e antioxidante, além de atuar como um antibiótico natural.

Próximos Passos e Considerações Finais

Para que os compostos da própolis verde sejam utilizados como medicamentos para tratamentos neurológicos, são necessários estudos mais aprofundados sobre dose, segurança, forma de uso e eficácia em modelos complexos. A pesquisa destaca a importância da procedência e qualidade do produto, ressaltando como o conhecimento da natureza pode impulsionar avanços na medicina, com as abelhas desempenhando um papel fundamental na criação de compostos cientificamente relevantes.

Fonte: https://g1.globo.com

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