
Três integrantes do Comando de Aviação da PM de Minas Gerais morreram durante voo de avaliação; causas do acidente serão investigadas.
Três militares da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) morreram na sexta-feira (9) após a queda de um avião da corporação em Santana do Paraíso, na região do Vale do Aço, próximo ao aeroporto de Ipatinga. As causas do acidente estão sendo investigadas.
As vítimas são o tenente-coronel Luis Silvestre, a 1ª tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende e a tenente Alice Almeida. Os três integravam o Comando de Aviação do Estado, responsável por apoiar operações policiais, transportar órgãos e deslocar tropas e autoridades.
Luis Silvestre era instrutor de voo e acumulava mais de 5 mil horas de experiência em aeronaves. Com mais de 24 anos de atuação na segurança pública, dedicou 19 deles à aviação policial. Também comandou o Esquadrão de Aviões da PMMG. Ele deixa esposa e três filhos.
Alice Almeida nasceu em Governador Valadares e foi criada em Caratinga. Antes de ingressar no oficialato da Polícia Militar, trabalhou durante sete anos no Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. A paixão pela aviação a levou a participar do processo seletivo para integrar o Comando de Aviação.
Gabriela Emília ingressou na PMMG em 2017 e tornou-se oficial em 2019. Trabalhou no 34º Batalhão de Polícia Militar e no Comando Tático Móvel do 41º BPM. Em 2023, tornou-se a primeira mulher da corporação mineira a pilotar uma aeronave de asa fixa.
Formada em Direito, Gabriela era mãe de duas crianças e havia retornado da licença-maternidade pouco antes do acidente. Na quinta-feira (8), o Comando de Aviação publicou uma mensagem nas redes sociais dando boas-vindas à tenente em seu retorno ao trabalho.

O avião, modelo King Air, realizava um voo de recheque de habilitação, procedimento de avaliação periódica de pilotos. A aeronave decolou de Belo Horizonte às 15h16, com destino ao aeroporto de Ipatinga. Os bombeiros foram acionados por volta das 16h15.
Segundo a PM, o avião havia passado por adaptações para o serviço policial, estava com a manutenção em dia e as habilitações dos militares estavam regulares.
A investigação foi iniciada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Equipes do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III) foram acionadas para realizar os primeiros levantamentos sobre a ocorrência.
Fonte: Band Notícias




