Ex-presidente cubano, de 95 anos, foi visto ao lado de Miguel Díaz-Canel durante evento em Havana; aparição pública afasta rumores sobre sua suposta morte
O ex-presidente e histórico líder revolucionário cubano Raúl Castro, de 95 anos, apareceu em público no sábado (5), durante uma cerimônia militar em Havana. A presença do dirigente ocorre após a circulação de rumores nas redes sociais sobre sua suposta morte.
Imagens exibidas pela televisão estatal cubana mostraram Raúl Castro acompanhado do atual presidente, Miguel Díaz-Canel, e de integrantes das Forças Armadas durante a cerimônia que marcou o 65º aniversário da Direção de Segurança Pessoal de Cuba.
A aparição pública serviu para afastar as especulações que vinham circulando nas redes sociais sobre o estado de saúde do ex-presidente.
EUA ampliam pressão sobre Cuba
A aparição de Raúl Castro ocorre em meio ao aumento da pressão dos Estados Unidos sobre o governo cubano.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou novas sanções contra Cuba e contra Fidel Ernesto Castro Calis, neto de Raúl Castro. As medidas também atingiram o Banco Exterior de Cuba e quatro entidades ligadas à exploração de recursos naturais ou reservas de energia da ilha.
Segundo Rubio, as sanções fazem parte da estratégia do governo de Donald Trump para pressionar Havana e enfraquecer estruturas financeiras e políticas associadas ao regime cubano.
O governo americano também já aplicou sanções contra integrantes da cúpula cubana, incluindo Díaz-Canel e familiares de Raúl Castro.

Cuba anuncia mudanças econômicas
Diante da crise econômica e da intensificação das sanções, o governo cubano aprovou, em junho, um pacote com 176 medidas para ampliar a participação do investimento privado e estrangeiro na economia.
As propostas representam uma mudança relevante dentro do modelo socialista adotado pela ilha e buscam aumentar a participação do setor privado em diferentes áreas da economia.
A implementação integral das medidas poderá representar uma das maiores mudanças econômicas promovidas pelo governo cubano nas últimas décadas.
Fonte: CNN



