País soma 3.471 casos confirmados em 2026, supera o total registrado em todo o ano passado e enfrenta mortes associadas à doença na Pensilvânia
Os Estados Unidos registraram 3.471 casos confirmados de sarampo em 2026, segundo atualização do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) divulgada em 18 de setembro. O número, contabilizado até 17 de setembro, já supera os 2.289 casos registrados durante todo o ano de 2025 e representa o maior total anual desde 1991.
A Pensilvânia está entre os estados mais atingidos. Autoridades estaduais registraram quatro mortes associadas ao sarampo em 2026, incluindo dois adultos não vacinados e dois bebês que ainda não tinham idade para receber a vacina. O CDC, entretanto, ainda não incluiu essas mortes em sua contagem nacional, após alterar o método de confirmação dos óbitos relacionados à doença.
O aumento dos casos reacendeu o debate sobre vacinação e políticas de saúde pública nos Estados Unidos. O governo Donald Trump adotou, em agosto, novas recomendações para imunização infantil. Uma ordem executiva passou a recomendar a aplicação separada das vacinas contra sarampo, caxumba e rubéola (MMR), em vez da formulação combinada, além de reduzir de 18 para 11 o número de doenças incluídas nas recomendações gerais para crianças.
A medida ocorre em meio à atuação do secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr., que há anos questiona determinadas políticas de vacinação. O debate ganhou ainda mais atenção diante do crescimento dos casos e dos registros de mortes no país.
Do ponto de vista científico, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a vacinação é a principal estratégia para prevenir o sarampo. A entidade recomenda duas doses da vacina para garantir proteção e reduzir o risco de surtos.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida pelo ar e capaz de provocar complicações graves. Segundo a OMS, uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 18 outras pessoas suscetíveis. A organização destaca ainda que a vacinação comunitária é a medida mais eficaz para evitar a disseminação da doença.
Com o avanço dos casos, o CDC trabalha atualmente com autoridades epidemiológicas para estabelecer uma definição padronizada para mortes relacionadas ao sarampo. A mudança ocorre justamente quando o país registra o maior número de casos em décadas.
Fonte: Band Notícias



