Surto de ebola na RDC já matou mais de 2 mil, alerta OMS

Uma corrida contra o vírus e contra o tempo.

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Equipes de saúde enterram vítima de Ebola no epicentro da epidemia na RDC Redação DW
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Epidemia é considerada a mais rápida já registrada no país; vírus matou 2.011 pessoas entre 4.381 casos confirmados e desafia equipes de saúde.

O surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC) já provocou 2.011 mortes entre 4.381 casos confirmados, segundo autoridades locais. O balanço divulgado nesta terça-feira (11) coloca a epidemia como a segunda maior da história, atrás apenas do surto que atingiu a África Ocidental entre 2014 e 2016.

O que mais preocupa agora é a velocidade de avanço da doença. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o surto começou de fato em fevereiro, mas só foi oficialmente identificado em 15 de maio. Análises genéticas permitiram concluir que a transmissão já ocorria três meses antes da declaração oficial.

Parte dos casos iniciais teria sido confundida com malária e febre tifoide, enquanto exames foram direcionados inicialmente para variantes mais comuns do vírus ebola. O atraso dificultou a identificação e o controle da doença.

Mortes avançam rapidamente

O ritmo da epidemia acendeu o alerta das autoridades. Foram necessárias cerca de nove semanas para que o número de mortes chegasse a mil. O total, porém, dobrou em apenas três semanas.

Outro sinal de preocupação é que muitos dos novos casos estão sendo identificados fora dos grupos de pessoas que já estavam sendo monitorados. Para a OMS, isso indica que a transmissão continua fora de controle.

O avanço da doença também enfrenta obstáculos no atendimento. Conflitos armados, estradas em más condições e paralisações de profissionais de saúde por falta de pagamento dificultam a chegada de equipes e medicamentos a regiões remotas.

Tratamentos ainda estão em testes

O atual surto é provocado pelo vírus Bundibugyo, uma variante rara para a qual ainda não existem vacinas ou tratamentos aprovados.

Adoção Pet Love

Ensaios clínicos começaram na província de Ituri, considerada o epicentro da epidemia. Dois tratamentos experimentais estão sendo avaliados: o antiviral remdesivir e o anticorpo experimental MBP134.

Os estudos devem envolver até mil participantes e podem levar meses para determinar se os medicamentos são eficazes contra essa variante.

O vírus ebola foi identificado pela primeira vez em 1976, na região próxima ao rio Ebola, na atual RDC. O surto atual é o 17º registrado no país e já é considerado o maior da história congolesa.

Fonte: IG Notícias

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