Noticias Gerais
Educação
Esportes
Política
Saúde
Brasil
São Paulo
Litoral
Barueri
Cotia
Osasco
Santana de Parnaíba
Contato
Pesquisar
Entrar
Notificação
Mostrar mais
Noticias Gerais
Educação
Esportes
Política
Saúde
Brasil
São Paulo
Contato
Pesquisar
Noticias Gerais
Educação
Esportes
Política
Saúde
Brasil
São Paulo
Litoral
Barueri
Cotia
Osasco
Santana de Parnaíba
Contato
Já tem uma conta?
Entrar
Siga-nos
Tag:
cérebro humano
Ilhabela
Litoral
Cientistas implantam tecido cerebral humano em ratos para estudar doenças neurológicasExperimento utilizou organoides de tecido cortical humano e pode ajudar a investigar doenças como autismo, epilepsia e esquizofrenia Uma equipe de cientistas transplantou tecido cerebral humano cultivado em laboratório para ratos geneticamente modificados, em um experimento que pode abrir novas possibilidades para o estudo de doenças neurológicas e psiquiátricas. O trabalho foi publicado na quarta-feira (16) na revista Nature. Os pesquisadores utilizaram estruturas conhecidas como organoides cerebrais, produzidas a partir de células humanas reprogramadas, e as implantaram em ratos modificados para não desenvolverem grande parte do próprio córtex cerebral. Segundo os cientistas, o tecido humano conseguiu crescer, formar diferentes tipos de células nervosas e estabelecer conexões funcionais com o sistema nervoso dos animais. Tecido cerebral humano vivo O experimento é considerado relevante porque o acesso a tecido cerebral humano vivo é bastante limitado, especialmente para acompanhar processos de desenvolvimento e alterações associadas a doenças. O neurocientista Sergiu Pasca, da Universidade Stanford e autor principal do estudo, afirma que o modelo permite analisar o tecido neural humano em diferentes níveis, desde genes e tipos celulares até circuitos cerebrais e suas funções. A expectativa é que a técnica possa ajudar pesquisadores a compreender como alterações genéticas relacionadas a doenças afetam o desenvolvimento dos neurônios e a formação dos circuitos cerebrais. O modelo também pode ser utilizado para investigar possíveis tratamentos. Como o tecido humano foi produzido Os cientistas produziram organoides tridimensionais, estruturas celulares desenvolvidas para reproduzir determinados tipos de células e características do desenvolvimento do córtex cerebral. Para produzir o material, foram utilizadas células da pele e do sangue, que foram reprogramadas para se transformar em células-tronco capazes de originar diferentes tecidos. Os pesquisadores também modificaram geneticamente os ratos para impedir o desenvolvimento da maior parte das células que normalmente formariam o córtex cerebral e o hipocampo. Com espaço disponível no cérebro dos animais, os organoides humanos foram transplantados pouco depois do nascimento. Ao longo do desenvolvimento, o tecido humano cresceu e estabeleceu conexões com diferentes regiões do sistema nervoso dos ratos. Animais não são considerados “ratos humanizados” Apesar da presença de tecido cerebral humano, os pesquisadores afirmam que os animais não devem ser descritos como “ratos humanizados” ou como ratos com um cérebro humano. Os animais continuam possuindo um sistema nervoso predominantemente de rato. A diferença está na presença de uma quantidade maior de tecido cortical humano, que se desenvolveu e passou a estabelecer conexões dentro do organismo. Por esse motivo, a equipe utiliza o termo “ratos xenocorticais”, em referência ao tecido cortical humano transplantado. Os cientistas ressaltam que os organoides também não correspondem a “minicérebros”. Eles não reproduzem toda a complexidade do cérebro humano, mas permitem estudar células nervosas humanas e processos de desenvolvimento que seriam difíceis de investigar diretamente. Experimento reproduziu danos causados pela falta de oxigênio Um dos testes realizados pelos pesquisadores buscou verificar se o novo modelo poderia reproduzir alterações observadas em doenças ou lesões cerebrais. Os animais foram submetidos a condições de privação de oxigênio. Enquanto ratos convencionais apresentaram maior resistência, os animais que receberam tecido cortical humano desenvolveram danos significativos nas células humanas. Também foram observadas alterações na marcha e na coordenação motora. O resultado indica que o modelo pode ajudar a estudar como o tecido cerebral humano reage a determinadas condições de estresse e lesão. Pesquisa levanta questões éticas A utilização de tecido cerebral humano em animais também envolve questões éticas. Os pesquisadores afirmam que o estudo seguiu protocolos voltados ao bem-estar dos animais e à redução do sofrimento durante os experimentos. Outra preocupação está relacionada ao aumento da complexidade dos tecidos humanos utilizados em animais. Segundo os autores, pesquisas futuras precisarão avaliar se a introdução de estruturas neurais humanas mais desenvolvidas pode produzir características inesperadas. Durante os experimentos, os ratos apresentaram comportamento considerado normal na exploração do ambiente, embora tenham sido identificadas diferenças de memória e déficits de coordenação motora fina. Para os pesquisadores, o avanço deve ser analisado em conjunto com a necessidade de compreender doenças neurológicas e psiquiátricas, que afetam uma parcela significativa da população mundial. O que o estudo pode permitir A nova técnica poderá ser utilizada para: estudar o desenvolvimento do cérebro humano; investigar alterações genéticas associadas a doenças; compreender a formação e o funcionamento de circuitos neuronais; analisar danos causados por falta de oxigênio; testar possíveis tratamentos para doenças neurológicas e psiquiátricas; estudar condições como autismo, epilepsia, esquizofrenia e outras doenças do sistema nervoso.Experimento utilizou organoides de tecido cortical humano e pode ajudar a investigar doenças como autismo, epilepsia e esquizofrenia Uma equipe de cientistas transplantou tecido cerebral humano cultivado em laboratório para ratos geneticamente modificados, em um experimento que pode abrir novas possibilidades para o estudo de doenças neurológicas e psiquiátricas. O trabalho foi publicado na quarta-feira (16) na revista Nature. Os pesquisadores utilizaram estruturas conhecidas como organoides cerebrais, produzidas a partir de células humanas reprogramadas, e as implantaram em ratos modificados para não desenvolverem grande parte do próprio córtex cerebral. Segundo os cientistas, o tecido humano conseguiu crescer, formar diferentes tipos de células nervosas e estabelecer conexões funcionais com o sistema nervoso dos animais. Tecido cerebral humano vivo O experimento é considerado relevante porque o acesso a tecido cerebral humano vivo é bastante limitado, especialmente para acompanhar processos de desenvolvimento e alterações associadas a doenças. O neurocientista Sergiu Pasca, da Universidade Stanford e autor principal do estudo, afirma que o modelo permite analisar o tecido neural humano em diferentes níveis, desde genes e tipos celulares até circuitos cerebrais e suas funções. A expectativa é que a técnica possa ajudar pesquisadores a compreender como alterações genéticas relacionadas a doenças afetam o desenvolvimento dos neurônios e a formação dos circuitos cerebrais. O modelo também pode ser utilizado para investigar possíveis tratamentos. Como o tecido humano foi produzido Os cientistas produziram organoides tridimensionais, estruturas celulares desenvolvidas para reproduzir determinados tipos de células e características do desenvolvimento do córtex cerebral. Para produzir o material, foram utilizadas células da pele e do sangue, que foram reprogramadas para se transformar em células-tronco capazes de originar diferentes tecidos. Os pesquisadores também modificaram geneticamente os ratos para impedir o desenvolvimento da maior parte das células que normalmente formariam o córtex cerebral e o hipocampo. Com espaço disponível no cérebro dos animais, os organoides humanos foram transplantados pouco depois do nascimento. Ao longo do desenvolvimento, o tecido humano cresceu e estabeleceu conexões com diferentes regiões do sistema nervoso dos ratos. Animais não são considerados “ratos humanizados” Apesar da presença de tecido cerebral humano, os pesquisadores afirmam que os animais não devem ser descritos como “ratos humanizados” ou como ratos com um cérebro humano. Os animais continuam possuindo um sistema nervoso predominantemente de rato. A diferença está na presença de uma quantidade maior de tecido cortical humano, que se desenvolveu e passou a estabelecer conexões dentro do organismo. Por esse motivo, a equipe utiliza o termo “ratos xenocorticais”, em referência ao tecido cortical humano transplantado. Os cientistas ressaltam que os organoides também não correspondem a “minicérebros”. Eles não reproduzem toda a complexidade do cérebro humano, mas permitem estudar células nervosas humanas e processos de desenvolvimento que seriam difíceis de investigar diretamente. Experimento reproduziu danos causados pela falta de oxigênio Um dos testes realizados pelos pesquisadores buscou verificar se o novo modelo poderia reproduzir alterações observadas em doenças ou lesões cerebrais. Os animais foram submetidos a condições de privação de oxigênio. Enquanto ratos convencionais apresentaram maior resistência, os animais que receberam tecido cortical humano desenvolveram danos significativos nas células humanas. Também foram observadas alterações na marcha e na coordenação motora. O resultado indica que o modelo pode ajudar a estudar como o tecido cerebral humano reage a determinadas condições de estresse e lesão. Pesquisa levanta questões éticas A utilização de tecido cerebral humano em animais também envolve questões éticas. Os pesquisadores afirmam que o estudo seguiu protocolos voltados ao bem-estar dos animais e à redução do sofrimento durante os experimentos. Outra preocupação está relacionada ao aumento da complexidade dos tecidos humanos utilizados em animais. Segundo os autores, pesquisas futuras precisarão avaliar se a introdução de estruturas neurais humanas mais desenvolvidas pode produzir características inesperadas. Durante os experimentos, os ratos apresentaram comportamento considerado normal na exploração do ambiente, embora tenham sido identificadas diferenças de memória e déficits de coordenação motora fina. Para os pesquisadores, o avanço deve ser analisado em conjunto com a necessidade de compreender doenças neurológicas e psiquiátricas, que afetam uma parcela significativa da população mundial. O que o estudo pode permitir A nova técnica poderá ser utilizada para: estudar o desenvolvimento do cérebro humano; investigar alterações genéticas associadas a doenças; compreender a formação e o funcionamento de circuitos neuronais; analisar danos causados por falta de oxigênio; testar possíveis tratamentos para doenças neurológicas e psiquiátricas; estudar condições como autismo, epilepsia, esquizofrenia e outras doenças do sistema nervoso.
Ciência que aproxima pesquisadores dos mistérios do cérebro.
Jornal Ops! Notícias
18 de setembro de 2026
Welcome Back!
Sign in to your account
Username or Email Address
Password
Remember me
Lost your password?