
Nova cobrança de 12,5% entra em vigor nesta sexta-feira (24) e amplia impacto sobre exportações brasileiras; alguns setores seguem isentos.
Entrou em vigor nesta sexta-feira (24) uma nova tarifa de 12,5% sobre parte dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos. A medida, anunciada pelo governo do presidente Donald Trump, se soma à tarifa de 25% aplicada desde 22 de julho, elevando a carga tributária para até 37,5% em diversos itens.
A decisão foi tomada após uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Segundo o governo americano, o Brasil adota práticas consideradas desleais no comércio internacional. O Palácio do Planalto rejeitou as acusações, informou que recorrerá à Lei da Reciprocidade e pretende levar o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC).
Com a nova medida, especialistas apontam que os produtos brasileiros passam a se enquadrar em cinco situações distintas: isentos, tarifados em 12,5%, sujeitos à taxa de 25%, atingidos pelas duas cobranças (37,5%) ou submetidos a tarifas específicas, como aço e alumínio, que continuam com alíquota de 50%.
Segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), cerca de 3 mil produtos brasileiros serão atingidos pela nova tarifa, representando US$ 12,5 bilhões em exportações anuais. A entidade estima que 85,3% desse volume passará a pagar a tarifa acumulada de 37,5%, uma das mais elevadas aplicadas pelos Estados Unidos a parceiros comerciais.
Entre os produtos isentos permanecem petróleo, café e carne bovina, considerados estratégicos para o mercado americano. Já setores como calçados, máquinas, equipamentos e autopeças estão entre os mais afetados.

A nova cobrança também substitui a tarifa global temporária de 10%, adotada pelos Estados Unidos em fevereiro de 2026, tornando o cenário das exportações brasileiras ainda mais complexo.
Fonte: G1



