José Henrique Martins Flores era o único dos quatro PMs denunciados que permanecia solto e se apresentou após ordem da Justiça Militar.
O tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo José Henrique Martins Flores foi preso neste domingo (30) por suspeita de participar de um esquema de segurança particular para dirigentes da Transwolff, empresa investigada por suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Flores era o único dos quatro policiais militares denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) que ainda estava solto. Ele se apresentou espontaneamente após a Justiça Militar expedir o mandado e foi levado ao Presídio Militar Romão Gomes.
Segundo o MPSP, os policiais utilizavam treinamento, armas e a estrutura da PM para proteger dirigentes da empresa. O esquema teria começado em 2020 e continuado mesmo após alertas sobre possíveis vínculos entre integrantes da Transwolff e pessoas ligadas ao PCC.
Flores é apontado como responsável pela estrutura do grupo. Empresas de segurança registradas em nome de familiares teriam sido usadas para formalizar os serviços. A investigação afirma que o oficial administrava essas empresas, embora policiais da ativa não possam exercer atividade comercial ou administrar sociedades.
O capitão Alexandre Paulino Vieira é apontado como coordenador operacional, responsável por recrutar policiais, organizar escalas e negociar os serviços. Os sargentos Alexandre Aleixo Romano Cezário e Nereu Aparecido Alves são acusados de atuar na segurança e escolta dos empresários. Nereu também é investigado por transporte de valores.
A denúncia aponta ainda aumento nos pagamentos. O contrato, inicialmente de R$ 30.905 por mês, chegou a R$ 42.513,43 em abril de 2024 e a R$ 44.639,10 em janeiro de 2025.

Em uma operação, investigadores apreenderam R$ 1,18 milhão em dinheiro vivo em imóvel ligado a Nereu. A defesa afirma que o valor pertencia a um empresário e nega participação em organização criminosa.
A denúncia ainda será analisada pela Justiça. Os acusados têm direito à defesa e não foram condenados. A Transwolff nega envolvimento com atividades criminosas.
Fonte: IG Notícias



