Transporte de transformador gigante: como funciona a supercarreta que parou a Dutra em SP

2 Tempo de Leitura
G1
Anuncio Agentes de IA – Jornal Digital da Região

Uma operação de transporte especial interrompeu trechos da Rodovia Presidente Dutra, em São Paulo, para a passagem de uma supercarreta com 380 pneus e cerca de 120 metros de comprimento. Essa supercarreta foi utilizada para transportar um transformador gigante de 540 toneladas destinado à Arábia Saudita, como parte do projeto Neom, uma iniciativa para criar uma cidade movida a energia renovável.

O funcionamento da supercarreta e o custo do frete

O frete rodoviário da carga milionária custou aproximadamente R$ 2 milhões e envolveu meses de planejamento, estudos técnicos e autorizações especiais. A supercarreta, composta por módulos, foi projetada para distribuir o peso ao longo do equipamento, permitindo sua passagem por pontes e viadutos sem exceder os limites estruturais. Para a operação, foram utilizados quatro caminhões conectados, além de veículos de apoio, para garantir a segurança do transporte.

Proprietários, armazenamento e custos adicionais

A supercarreta não possui um único proprietário, sendo formada por módulos de transportadoras especializadas contratadas para cada projeto. Os módulos são armazenados separadamente em garagens de empresas envolvidas, como em Arujá e Caieiras, na Grande São Paulo. Além do valor do frete, que inclui pedágios, escoltas e estudos técnicos, há custos adicionais devido ao número de eixos do equipamento.

Operação e segurança nas rodovias

Antes do transporte, é necessária a obtenção de Autorização Especial de Trânsito (AET) emitida pelo DNIT, após estudos de viabilidade. A operação envolve a Polícia Rodoviária Federal e concessionárias, como a CCR RioSP, para garantir a segurança durante o deslocamento. Com dezenas de metros de comprimento, a supercarreta exige bloqueios temporários na rodovia, operações em contramão e circulação em horários de menor fluxo para evitar congestionamentos e garantir a integridade da carga.

Fonte: https://g1.globo.com

Compartilhe está notícia