Presidente americano afirma que manobras enviam sinal hostil à Coreia do Norte e ordena redução “substancial” da presença dos EUA nos treinamentos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou ao Pentágono uma redução “substancial” da participação americana nos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul. O anúncio foi feito neste domingo (16), às vésperas do início de uma das principais manobras anuais entre os dois países.
Em uma publicação em sua própria rede social, Trump afirmou que os exercícios são caros e enviam um sinal “inadequado e hostil” à Coreia do Norte. Segundo o presidente americano, o regime de Kim Jong-un tem mantido uma postura “não ameaçadora e respeitosa” em relação aos EUA.
Trump também criticou a Coreia do Sul por não ter apoiado os Estados Unidos em uma iniciativa relacionada ao Irã. Ao mesmo tempo, destacou sua relação com Kim Jong-un e voltou a defender a redução dos exercícios militares.
As manobras estão previstas para ocorrer até 27 de agosto e envolvem cerca de 18 mil militares sul-coreanos. Os treinamentos incluem respostas a drones, interferências em sinais de GPS e ataques cibernéticos.
O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul informou que os exercícios começaram nesta segunda-feira (17), conforme o planejado. A Presidência sul-coreana afirmou estar analisando a declaração de Trump.
Os treinamentos também incorporam lições do conflito na Ucrânia, incluindo novas táticas com drones utilizadas pelas tropas norte-coreanas. Pyongyang ampliou a cooperação militar com a Rússia desde a assinatura de um pacto estratégico em 2024 e passou a fornecer tropas e armamentos para apoiar Moscou.

A relação entre Washington e Seul é considerada estratégica há mais de 70 anos. Cerca de 28,5 mil militares americanos permanecem baseados na Coreia do Sul.
Trump há anos questiona os custos dos exercícios e a divisão das despesas de defesa com Seul. A redução anunciada também pode ser interpretada como uma tentativa de abrir espaço para uma aproximação diplomática com a Coreia do Norte.
A relação entre Trump e Kim Jong-un passou por períodos de forte tensão e aproximação. Os dois líderes participaram de três cúpulas, mas os encontros não resultaram em mudanças no programa nuclear ou no desenvolvimento de mísseis norte-coreanos.
Fonte: IG Notícias



