Ucrânia busca alternativas ao Patriot diante da escassez de mísseis

Kiev busca autonomia para proteger seu espaço aéreo.

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Ucrânia depende de sistema de defesa antiaérea Patriot para conter ataques russos Foto: Andreas Noll
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Dependência de interceptadores americanos leva Kiev a negociar produção própria e apostar em um novo sistema europeu-ucraniano.

A Ucrânia enfrenta uma pressão crescente sobre sua defesa aérea diante do aumento dos ataques russos com mísseis balísticos. O principal problema é a escassez de interceptadores Patriot, fabricados nos Estados Unidos e considerados essenciais para combater armas como os Iskander-M.

Em um ataque realizado em 1º de agosto, apenas um dos 27 mísseis balísticos russos foi interceptado, segundo autoridades ucranianas. Três dias depois, Kiev informou que outros 24 mísseis balísticos e quatro hipersônicos Zircon não foram abatidos.

A situação também é agravada pela guerra no Oriente Médio, que aumentou a demanda mundial por sistemas de defesa. A Ucrânia possui algumas unidades do sistema europeu SAMP/T, desenvolvido por França e Itália, mas também enfrenta falta de seus mísseis Aster-30.

Enquanto isso, a Rússia ampliou a produção de mísseis. Estimativas apontam fabricação de até 65 Iskander-M por mês, enquanto a Ucrânia afirma que Moscou lançou 195 mísseis balísticos somente em julho.

Diante da dificuldade para obter munição, Kiev tenta avançar na produção própria de interceptadores Patriot. As negociações com Washington, porém, ainda enfrentam obstáculos. Um possível acordo prevê fabricação de componentes na Ucrânia e montagem inicial na Alemanha.

A criação de uma linha nacional, entretanto, pode levar de um a cinco anos, segundo a ex-embaixadora ucraniana Olha Stefanishyna. Especialistas avaliam que a medida é estratégica para o longo prazo, mas não resolve a atual escassez.

Adoção Pet Love

Outra aposta é o projeto Freyja, desenvolvido por empresas ucranianas e europeias. O sistema terá como base o interceptador FP7.X, da Fire Point, com previsão de protótipo para o primeiro semestre de 2027.

O objetivo é criar uma alternativa mais barata aos modernos PAC-3, que podem custar cerca de US$ 5 milhões por unidade. Ainda assim, especialistas alertam que desenvolver uma defesa eficaz contra mísseis balísticos é uma das tarefas mais complexas da guerra moderna.

Fonte: IG Notícias

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