Pesquisa do Unicef aponta fatores sociais e estruturais por trás do alto número de cesarianas no Brasil

Informação que promove saúde, direitos e escolhas conscientes

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  • Unicef, cesariana, parto normal, gestantes, OMS, SUS, saúde materna, analgesia, parto humanizado, pré-natal Enable microphone access in Settings
Campanha de adoção de pets

Fernanda Lopes de Almeida fez tratamento na Maternidade da UFRJ,

na zona sul do Rio de Janeiro.

Um estudo divulgado pelo Unicef revela que a elevada taxa de cesarianas no Brasil vai além da escolha individual das gestantes e é influenciada por fatores sociais, psicológicos e estruturais. Embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomende que até 15% dos partos sejam cesarianas, o procedimento representa mais de 60% dos nascimentos no país e chega a quase 90% na rede privada.

A pesquisa mostra que a maioria das mulheres deseja o parto normal no início da gestação, mas muda de decisão ao longo da gravidez. Entre os principais fatores estão o medo da dor, relatos negativos de familiares, falta de informações durante o pré-natal, desigualdades no acesso aos serviços de saúde e dificuldades para garantir uma experiência respeitosa no parto.

Segundo o estudo, gestantes atendidas pelo SUS relatam menor autonomia na tomada de decisões e menor acesso a recursos como analgesia. Já na rede privada, mulheres costumam buscar mais informações e, em alguns casos, chegam a trocar de médico para conseguir realizar o parto normal.

O Unicef defende medidas para ampliar o acesso à analgesia, fortalecer o pré-natal, incentivar o parto humanizado, qualificar os profissionais de saúde e garantir que as gestantes tenham acesso a informações claras sobre seus direitos e opções durante a gravidez.

A entidade também lançou a campanha “Parto normal. Uma escolha que merece respeito”, com o objetivo de promover decisões informadas e combater pressões que influenciam a escolha da via de nascimento.

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Grávidas se exercitam na preparação para o parto

Fotos: Arquivo/Agência Brasil

Fonte: ABN

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