O depoimento do manobrista responsável pela manutenção da piscina na academia Severino José da Silva, de 43 anos, onde a aluna de natação Juliana Faustino Bassetto morreu, revelou informações intrigantes sobre a conduta do proprietário do local em meio às investigações.
Alerta para sair de casa
Segundo o relato do manobrista à polícia, o dono da academia entrou em contato com ele no domingo (8), alertando sobre as investigações em andamento: 'Vai, sai de casa que a polícia está batendo na porta de todo mundo'. Esse aviso foi dado após a morte de Juliana e a intoxicação de outros cinco alunos, incluindo um adolescente e o marido da vítima.
Despreparo técnico e falta de equipamentos
O depoimento revelou que Severino, apesar de ser registrado como manobrista na academia, também era responsável por abrir o estabelecimento e realizar a manutenção das piscinas, sem receber treinamento, habilitação técnica ou equipamentos de proteção individual (EPIs) para lidar com produtos químicos.
Acúmulo de funções
O manobrista afirmou que o acúmulo de funções era determinado pelo proprietário, Celso, que orientava a manipulação de produtos químicos por mensagens, baseando-se em fotos enviadas com os testes da água da piscina. Essa prática levantou questionamentos sobre a segurança e a responsabilidade na operação do local.
Procedimentos na piscina
No depoimento, Severino descreveu os procedimentos realizados na piscina nos dias que antecederam a tragédia. Ele relatou que, após uma ordem para aplicar cloro na piscina grande, Celso teria solicitado nova testagem e orientado a aplicação de uma quantidade específica de um produto químico.
Morte e evacuação
Após a aplicação do produto, uma série de eventos levaram à morte de Juliana e à intoxicação de outros frequentadores da academia. Severino percebeu sintomas de intoxicação, acionou os professores, que retiraram os alunos da piscina, e foi necessário socorro médico, incluindo a intervenção da Guarda Civil Metropolitana.
Conclusão
O depoimento do manobrista trouxe à tona questões importantes sobre a segurança e a gestão de academias, ressaltando a importância do treinamento adequado e do fornecimento de equipamentos necessários para lidar com substâncias químicas. A investigação sobre o caso continua, enquanto a tragédia levanta debates sobre responsabilidade e precaução em ambientes que lidam com produtos potencialmente perigosos.
Fonte: https://g1.globo.com



