FGC aprova plano emergencial para recompor caixa após liquidação do Banco Master

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© José Cruz/Agência Brasil/Arquivo
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O conselho do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) aprovou um plano emergencial para recompor o caixa após a liquidação do Banco Master, visando garantir a liquidez do fundo até o fim do primeiro trimestre.

Plano de Antecipação de Contribuições

O plano consiste na antecipação imediata de cinco anos de contribuições futuras dos bancos associados, divididas em três parcelas mensais. Além disso, novos adiantamentos estão previstos para 2027 e 2028, totalizando até sete anos de contribuições antecipadas.

Aumento Temporário das Contribuições

As instituições financeiras concordaram em elevar temporariamente o valor das contribuições mensais ao FGC, com um acréscimo extraordinário de 30% a 60% por, no mínimo, cinco anos, para fortalecer a garantia do fundo.

Discussões em Andamento

O FGC está em discussão com as instituições associadas e o Banco Central sobre a recomposição de sua liquidez, mas não detalhou publicamente as alternativas em análise, indicando que uma decisão deve ser tomada em breve.

Alternativas em Análise

Uma das propostas em discussão é a destinação de parte dos recursos do compulsório de depósitos à vista para reforçar o caixa do FGC, porém, a implementação depende da autorização do Banco Central.

Desembolsos e Previsões

Até o momento, o FGC desembolsou cerca de R$ 36 bilhões para ressarcir os credores do Banco Master, restando pagamentos relacionados ao Will Bank. Estima-se um montante de aproximadamente R$ 6,3 bilhões em garantias nesse caso, além de perdas associadas a linhas de crédito concedidas pelo próprio FGC.

Governança e Reformas

A recomposição do caixa é vista como uma etapa prévia a possíveis reformas nas regras do FGC, incluindo medidas para ampliar a fiscalização dos balanços das instituições associadas, reduzir níveis de alavancagem e diversificar a distribuição de produtos financeiros.

Parte do setor financeiro critica o uso do FGC nos últimos anos, alegando que instituições menores e plataformas aproveitaram o fundo para recompor perdas de investidores em um modelo de negócio considerado insustentável.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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