Cuba reage a acusações dos Estados Unidos e defende grupo estatal Gaesa

Cuba rejeita acusações dos EUA contra a Gaesa, defende seu papel econômico e social, e atribui a crise nacional ao embargo americano.

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O governo cubano reagiu às recentes acusações feitas pelos Estados Unidos de que dirigentes da ilha utilizariam empresas estatais para enriquecimento pessoal. Em nota oficial, Havana afirmou que o Grupo de Administração de Empresas (Gaesa) foi criado para enfrentar os impactos do embargo econômico imposto por Washington.
Segundo o comunicado, a Gaesa reúne empresas responsáveis pela geração de recursos destinados à manutenção de programas sociais e ao desenvolvimento do país. O governo destaca investimentos em habitação, educação infantil, infraestrutura energética, obras hidráulicas e projetos de abastecimento de água que beneficiaram milhões de cubanos.
As autoridades cubanas negam que a Gaesa seja uma estrutura paralela ou sem transparência e afirmam que o grupo teve papel fundamental para sustentar a economia durante a pandemia de Covid-19.
Havana também acusa os Estados Unidos de promoverem uma campanha para desacreditar instituições cubanas e afastar investidores estrangeiros. O governo de Miguel Díaz-Canel sustenta que o objetivo é ampliar o isolamento econômico, comercial e financeiro da ilha.
A pressão norte-americana aumentou após novas medidas adotadas pelo governo do presidente Donald Trump. Entre os efeitos apontados está a saída da mineradora canadense Sherritt International de uma parceria ligada à exploração de níquel em Cuba.
Para a historiadora cubana Caridade Massón Sena, professora visitante da Universidade Federal de Uberlândia, as acusações contra a Gaesa fazem parte de uma estratégia política para enfraquecer o governo cubano. Ela afirma que não foram apresentadas provas das denúncias envolvendo o setor turístico.
Enquanto isso, o endurecimento das sanções continua impactando o cotidiano da população. A escassez de combustível, os apagões frequentes, a alta dos preços e a redução de serviços públicos têm agravado a crise econômica enfrentada pelos cerca de 11 milhões de habitantes da ilha.
Fonte: ABN

 

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