
O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na tarde desta terça-feira (23), em investigação que apura a apreensão de uma arma registrada em seu nome durante uma abordagem policial em Brasília.
A oitiva ocorreu na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e foi realizada de forma presencial por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Inicialmente, a Polícia Civil havia solicitado que o depoimento fosse feito por videoconferência, mas a medida foi rejeitada devido às restrições impostas ao ex-presidente, que está proibido de utilizar meios eletrônicos de comunicação.
Viaturas da Polícia Civil chegaram ao condomínio por volta das 14h30. O depoimento foi concluído cerca de 40 minutos depois.
A investigação teve início após um integrante da equipe de segurança de Bolsonaro ser abordado durante uma blitz no Distrito Federal portando uma arma registrada em nome do ex-presidente. Durante a abordagem, o agente confirmou que o armamento pertencia a Bolsonaro.
Segundo a defesa, a arma apresentava defeito mecânico e teria sido entregue ao segurança para avaliação e eventual reparo. Os advogados afirmam que o armamento estava regularmente registrado e que não havia qualquer determinação judicial exigindo sua entrega ou o cancelamento do registro.
Em nota, o advogado Paulo Cunha informou que Bolsonaro esclareceu todos os questionamentos apresentados pelos investigadores e negou qualquer intenção de descumprir decisões judiciais.

A defesa sustenta ainda que o ex-presidente identificou uma falha no funcionamento da arma durante o manuseio e solicitou a um sargento do Exército, integrante de sua equipe de segurança, que verificasse o problema por possuir conhecimento técnico sobre o equipamento.
O conteúdo do depoimento permanece sob sigilo. A Polícia Civil informou que as informações relacionadas à investigação serão divulgadas apenas por meio de seus canais oficiais.
O caso agora segue sob análise das autoridades e pode ser considerado pelo ministro Alexandre de Moraes na avaliação das condições da prisão domiciliar de Bolsonaro, cujo prazo atual se aproxima do vencimento.
Fonte: Band Notícias



