Brasil avança em negociações com os EUA, mas mantém etanol fora do acordo comercial

Diálogo, estratégia e equilíbrio para fortalecer o comércio internacional.

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O governo brasileiro identificou avanços nas negociações com os Estados Unidos para evitar a aplicação de novas tarifas sobre produtos nacionais, mas reafirmou que o etanol permanecerá fora das discussões comerciais entre os dois países.

Após uma nova rodada de reuniões técnicas com representantes do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, informou que houve progresso nas conversas sobre cooperação bilateral no combate ao crime transnacional, tema considerado estratégico pelo governo brasileiro.

Segundo o ministro, novas reuniões técnicas e um encontro político com o representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, devem ocorrer ainda nesta semana, antes da conclusão da consulta pública que antecede a decisão sobre a possível imposição de tarifas aos produtos brasileiros.

Apesar do avanço em alguns pontos, o governo reforçou que as negociações permanecerão concentradas exclusivamente na questão tarifária. Márcio Elias Rosa destacou que a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é não ampliar o debate para outros temas.

O ministro também reiterou que o etanol não fará parte das tratativas. Segundo ele, discutir apenas a tarifa sobre o biocombustível desconsidera a ligação entre as cadeias produtivas de etanol e açúcar, além dos impactos econômicos para o setor brasileiro. O governo argumenta ainda que o açúcar exportado pelo Brasil enfrenta sobretaxas próximas de 100% no mercado norte-americano.

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A posição brasileira recebeu apoio de representantes da indústria sucroenergética durante audiência pública promovida pelo USTR. As entidades afirmaram que a redução das importações de etanol dos Estados Unidos decorre principalmente do crescimento da produção nacional de etanol de milho, e defenderam maior cooperação entre os dois maiores produtores mundiais de biocombustíveis, em vez do aumento das disputas comerciais.

As negociações ocorrem paralelamente à investigação conduzida pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da Lei de Comércio, mecanismo que permite ao governo norte-americano apurar práticas comerciais consideradas desleais e, eventualmente, aplicar tarifas ou outras restrições sobre produtos importados.

Fonte: ABN

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