Resultado é o menor IPCA desde outubro de 2025

Alimentos mais baratos ajudam a aliviar o custo de vida.

2 Tempo de Leitura
Resultado é o menor IPCA desde outubro de 2025
Highlights
  • IPCA, inflação, IBGE, alimentos, economia, preços, energia elétrica, combustíveis, café, carnes, frutas, custo de vida
Campanha de adoção de pets

A inflação oficial perdeu força pelo quarto mês consecutivo e fechou junho em 0,16%, o menor resultado desde outubro de 2025. O principal fator para a desaceleração foi a queda nos preços dos alimentos, que registraram a primeira deflação desde novembro do ano passado, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 3,36% no primeiro semestre e de 4,64% nos últimos 12 meses. Apesar de permanecer acima da meta central de inflação, o índice voltou a ficar mais próximo do teto de 4,5% estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional.

O grupo Alimentação e Bebidas apresentou queda de 0,24%, puxada principalmente pelo recuo dos preços do café moído, frutas, carnes, tomate, óleo de soja e açaí. A alimentação consumida em casa ficou, em média, 0,39% mais barata, refletindo maior oferta de alguns produtos e a acomodação de preços após altas registradas nos meses anteriores.

Na direção oposta, os gastos com habitação exerceram a maior pressão sobre a inflação. A conta de energia elétrica subiu 1,53%, influenciada pela manutenção da bandeira tarifária amarela e por reajustes aplicados em algumas capitais brasileiras.

O grupo Transportes também registrou impacto misto. Enquanto as passagens aéreas avançaram 7,12%, os combustíveis ficaram mais baratos, com queda nos preços do etanol, diesel, gasolina e gás veicular, ajudando a conter o índice geral.

ou + Agro

Outro indicador que reforça a desaceleração é o índice de difusão, que mede o percentual de produtos e serviços com aumento de preços. Em junho, o indicador caiu para 54%, o menor nível desde outubro de 2025, mostrando que a inflação ficou menos disseminada entre os itens pesquisados.

O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado financeiro, que projetava inflação de 0,32% para o mês. Para o restante do ano, especialistas seguem acompanhando a evolução dos preços dos alimentos, da energia elétrica e dos combustíveis, fatores que continuarão influenciando o comportamento da inflação brasileira.

Fonte: ABN

Gráfica e Editora Copbem, sempre causando uma boa impressão
Compartilhe está notícia