
Caso de “El Mayo” Zambada reacende o debate sobre quem administra os recursos confiscados do narcotráfico e como esse dinheiro é utilizado.
O pedido da Justiça dos Estados Unidos para confiscar US$ 15 bilhões atribuídos ao traficante mexicano Ismael “El Mayo” Zambada reacendeu a discussão sobre o destino das fortunas apreendidas do crime organizado. A decisão sobre a sentença do cofundador do Cartel de Sinaloa está prevista para 20 de julho.
Pelas leis americanas, quando a Justiça comprova que o patrimônio foi obtido por meio de atividades criminosas, os bens passam a ser propriedade do governo dos Estados Unidos. Os recursos podem financiar investigações, operações de combate ao crime e ser compartilhados com órgãos policiais e agências que participaram das investigações.
Especialistas explicam que o país responsável pela investigação tem prioridade para solicitar o confisco. Embora o México pudesse reivindicar parte dos valores, seria necessário comprovar a origem ilícita dos recursos por meio de investigações próprias, cenário considerado pouco provável.
Parte do dinheiro também pode ser destinada à indenização de vítimas por meio de programas do Departamento de Justiça dos EUA, desde que haja pedidos formais de restituição. No entanto, pesquisadores afirmam que identificar quem deve ser considerado vítima do narcotráfico é um desafio jurídico e social.
Outro obstáculo é localizar todo o patrimônio dos traficantes, frequentemente distribuído entre empresas, contas de terceiros e organizações de fachada, o que torna o rastreamento financeiro complexo.

Apesar das dificuldades, os Estados Unidos já dividiram recursos confiscados com o México em investigações conjuntas sobre lavagem de dinheiro, demonstrando que acordos bilaterais podem permitir o compartilhamento de parte dos valores apreendidos.
Fonte: Band Notícias



