Espanha reforça fronteira após entrada em massa de imigrantes em Ceuta

Fronteiras sob pressão, vidas em risco e uma crise migratória que desafia a Europa.

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Policiais e soldados espanhóis escoltam um grande grupo de migrantes até a fronteira para retirá-los da Espanha Foto: REUTERS/Jon Nazca
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Governo espanhol afirma ter controlado a crise, devolvido a maioria dos imigrantes ao Marrocos e instalado barreira marítima para impedir novas travessias.

A Espanha informou neste sábado (1º) que a situação na cidade autônoma de Ceuta, no norte da África, está praticamente normalizada após a entrada em massa de imigrantes ocorrida desde quinta-feira (30). Segundo o governo espanhol, mais de 48 mil das cerca de 50 mil pessoas que cruzaram a fronteira já retornaram ao Marrocos.

O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, afirmou que o fluxo migratório foi interrompido e que a maioria dos imigrantes deixou o território espanhol. Parte deles foi escoltada pelo Exército até a fronteira, enquanto militares e policiais continuam patrulhando a praia de Tarajal, principal ponto de travessia.

Migrantes descansam após cruzarem de volta do enclave espanhol de Ceuta para o lado marroquino da fronteira em Fnideq, Marrocos

Foto: REUTERS/Stringer

Para impedir novas chegadas a nado, a Guarda Civil iniciou a instalação de uma barreira flutuante de 500 metros, composta por estruturas pneumáticas e boias ancoradas. O sistema cria um obstáculo na superfície e abaixo da água, mantendo apenas um corredor para a circulação das embarcações de patrulha.

As autoridades também atualizaram o balanço da tragédia: pelo menos 67 pessoas morreram durante a tentativa de travessia.

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Muitos dos imigrantes afirmaram ter deixado o Marrocos em busca de melhores condições de vida, motivados por dificuldades econômicas e informações disseminadas nas redes sociais. Alguns relataram decepção ao encontrar falta de oportunidades e dificuldades para permanecer em Ceuta.

Moradores da cidade disseram sentir alívio com a redução do fluxo, mas afirmam que a sensação de insegurança permanece. Ceuta, ao lado de Melilla, é um dos únicos territórios da União Europeia com fronteira terrestre no continente africano e segue como um dos principais pontos de pressão migratória da região.

Imigrantes escoltados de volta à fronteira do Marrocos

Foto: REUTERS

Fonte: G1

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