Pesquisa realizada com 250 empresas de tecnologia revela que a escassez de talentos é uma realidade para 98% delas. As áreas com maior carência incluem inteligência artificial, engenharia de software e segurança da informação. O principal entrave, apontado por 72% das companhias, é a falta de conhecimento técnico, seguida pela ausência de experiência prática dos candidatos. A alta demanda tem inflacionado os salários de forma significativa. Profissionais de rede, que anteriormente recebiam cerca de R$ 5.000 podem hoje alcançar remuneração entre R$ 20 mil e R$ 25 mil, dependendo da especialidade técnica. No entanto, o mercado não exige apenas domínio de códigos. O perfil buscado agora combina técnica com visão estratégica. Profissionais da área de sistemas, por exemplo, precisam saber dialogar sobre o negócio para auxiliar na tomada de decisões. Experiência e a transição Para quem está começando, o caminho pode ser árduo. Recém-formados relatam que mesmo vagas de entrada exigem alta experiência, forçando jovens profissionais a realizarem pequenos projetos independentes para construir um portfólio relevante. Por outro lado, o cenário abre portas para quem deseja mudar de área. Especialistas apontam que há uma “mina de ouro” em qualificar profissionais de setores cujas ocupações estão sendo suprimidas pela tecnologia. Um exemplo é o caso de Estela Dantas, que migrou da indústria de cosméticos para o marketing digital e TI, sendo contratada por uma empresa de saúde antes mesmo de concluir a graduação. Para as empresas, a busca por um especialista pode levar até 90 dias, evidenciando que a velocidade da evolução tecnológica superou a capacidade das instituições de ensino em formar talentos. O desafio agora reside em acelerar a capacitação técnica e facilitar a ponte para aqueles que buscam uma nova trajetória profissional no mundo digital.

Tecnologia cresce sem parar. O maior desafio agora é formar quem vai construir o futuro.

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Escassez de mão de obra qualificada desafia o setor de tecnologia, eleva salários e acelera a busca por profissionais especializados.

A transformação digital avança em ritmo acelerado no Brasil, mas esbarra em um obstáculo que preocupa empresas de todos os setores: a falta de profissionais qualificados em tecnologia da informação (TI). Hoje, o país acumula cerca de 500 mil vagas abertas que permanecem sem preenchimento devido à escassez de mão de obra especializada.

Uma pesquisa realizada com 250 empresas de tecnologia mostra que 98% enfrentam dificuldades para contratar. As maiores carências estão nas áreas de inteligência artificial, engenharia de software e segurança da informação. Para 72% das empresas, o principal desafio é a falta de conhecimento técnico dos candidatos, seguida pela pouca experiência prática.

A escassez de profissionais também impulsiona os salários. Funções ligadas à infraestrutura de redes, por exemplo, passaram de remunerações em torno de R$ 5 mil para valores que podem chegar entre R$ 20 mil e R$ 25 mil, conforme a especialização e a demanda do mercado.

Além do domínio técnico, as empresas procuram profissionais capazes de compreender o negócio, participar de decisões estratégicas e desenvolver soluções alinhadas aos objetivos corporativos.

Para quem está iniciando a carreira, a exigência de experiência ainda representa um desafio. Muitos recém-formados recorrem a projetos independentes e à construção de portfólios para conquistar espaço no mercado.

Ao mesmo tempo, o setor abre oportunidades para profissionais em transição de carreira. A qualificação em tecnologia tem permitido que trabalhadores de outras áreas ingressem rapidamente em segmentos de alta demanda. Um exemplo é o de Estela Dantas, que migrou da indústria de cosméticos para o marketing digital e a TI, conquistando uma vaga antes mesmo de concluir a graduação.

Adoção Pet Love

Enquanto isso, empresas levam, em média, até 90 dias para contratar especialistas, reflexo de um mercado que evolui mais rápido do que a formação de novos talentos. O desafio agora é ampliar a capacitação profissional para reduzir o déficit e atender às necessidades da economia digital.

Fonte: Band Notícias

 

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