Estudos indicam que o aleitamento materno protege o coração, reduz o risco de AVC e infarto e promove benefícios metabólicos para a mãe.
A amamentação traz benefícios que vão além da saúde do bebê. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), mulheres que amamentam têm cerca de 11% menos risco de desenvolver doenças cardiovasculares em comparação às que não amamentam.
De acordo com especialistas, quanto maior o tempo de aleitamento, maior a proteção. Estudos apontam redução de 12% no risco de acidente vascular cerebral (AVC) e de 14% na ocorrência de infarto entre mulheres que amamentam por cerca de 18 meses.
A explicação está nas mudanças hormonais e metabólicas da lactação. A produção de leite estimula a liberação de hormônios como a ocitocina e a prolactina, que favorecem a circulação sanguínea, reduzem a pressão arterial, aumentam a sensibilidade à insulina e diminuem o esforço do coração.
Além disso, a amamentação ajuda o organismo a utilizar as reservas de gordura acumuladas durante a gestação, contribuindo para a redução dos fatores de risco cardiovasculares.
A SBC ressalta que isso não significa que mulheres que não amamentam desenvolverão doenças cardíacas, mas evidencia o efeito protetor do aleitamento materno.

Neste contexto, o Dia Internacional da Amamentação, celebrado em 1º de agosto, reforça a importância do incentivo ao aleitamento. A campanha do Agosto Dourado 2026 destaca a amamentação como um dos pilares para um começo de vida mais saudável e sustentável para mães e crianças.
Fonte: ABN



