Igreja em São Paulo é condenada a pagar R$ 100 mil por fala que associou pedofilia à comunidade LGBT+

Liberdade de expressão não autoriza discriminação.

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Pastor Carlos Moyses Foto: Reprodução
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Justiça entendeu que declarações feitas por representantes da igreja Voz da Verdade configuraram discurso discriminatório e causaram dano moral coletivo.

A Justiça de São Paulo condenou a Igreja Voz da Verdade, sediada em São Bernardo do Campo, ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais coletivos após a divulgação de declarações que associaram a comunidade LGBT+ à pedofilia.

A decisão teve como base falas atribuídas ao pastor Carlos Moyses e a Edgar Oliveira Ramos durante um culto religioso. Entre as declarações citadas no processo está a afirmação de que integrantes da comunidade LGBTQIA+ buscariam futuramente a legalização da pedofilia, estabelecendo uma relação entre orientação sexual, identidade de gênero e crimes sexuais.

Para a Justiça, as manifestações ultrapassaram os limites da liberdade religiosa e da liberdade de expressão ao promoverem discurso considerado discriminatório contra um grupo social específico. O entendimento foi de que as declarações reforçam preconceitos e estigmas historicamente direcionados à população LGBT+.

A ação foi movida pelo Ministério Público, que argumentou que as falas contribuíam para a disseminação de intolerância e desinformação. A indenização deverá ser destinada a fundo voltado à proteção de direitos coletivos e difusos.

O caso reacende o debate sobre os limites entre liberdade de crença, manifestação religiosa e a vedação constitucional a discursos discriminatórios. A legislação brasileira garante a liberdade religiosa, mas também prevê mecanismos de proteção contra práticas que possam incentivar preconceito ou violar direitos fundamentais.

Adoção Pet Love

Ainda cabe recurso da decisão às instâncias superiores da Justiça.

Fonte: G1

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