Levantamento inédito compara 40 indicadores em 39 municípios e evidencia diferenças marcantes em saúde, saneamento, habitação, infraestrutura e qualidade de vida.
O primeiro Mapa da Desigualdade da Região Metropolitana de São Paulo, divulgado nesta quinta-feira (6), revela profundas diferenças entre os 39 municípios que compõem a maior metrópole do país. Elaborado pela Rede Nossa São Paulo e pelo Instituto Cidades Sustentáveis, o estudo analisou 40 indicadores nas áreas de saúde, educação, segurança, habitação, mobilidade, infraestrutura, meio ambiente, cultura, pobreza, trabalho e renda.
São Caetano do Sul aparece na liderança do ranking geral, seguido por Santana de Parnaíba, Ribeirão Pires, Vargem Grande Paulista e Poá. Na outra ponta estão Pirapora do Bom Jesus, Francisco Morato, Juquitiba, Itapecerica da Serra e Embu das Artes. A capital paulista ocupa a 16ª colocação.
Entre os dados que mais chamam a atenção está a diferença de 16 anos na idade média ao morrer. Enquanto moradores de São Caetano do Sul vivem, em média, até 76 anos, em Francisco Morato a média é de 60 anos.
O levantamento também aponta grandes desigualdades na cobertura vacinal, acesso ao saneamento básico, infraestrutura urbana e condições de moradia. Mauá lidera o percentual de moradores em favelas, com 27,5% da população vivendo em comunidades urbanas, enquanto sete municípios não registram esse tipo de ocupação.
Na área de infraestrutura, Barueri foi o município que mais investiu por habitante em 2023. Em contraste, Pirapora do Bom Jesus, Biritiba Mirim e Diadema não registraram investimentos no período analisado.
No abastecimento de água, 11 municípios
da Grande SP têm atendimento universal.
Foto: Reprodução/TV Globo
O saneamento básico também apresenta diferenças significativas. Enquanto Poá, Santo André e Taboão da Serra têm cobertura total de rede de esgoto, Juquitiba atende menos de 20% da população.
O estudo ainda destaca que elevado Produto Interno Bruto (PIB) per capita não garante melhor qualidade de vida. Cajamar lidera esse indicador econômico, mas os pesquisadores ressaltam que a riqueza produzida nem sempre se reflete na renda da população ou na redução das desigualdades sociais.

Baseado em dados oficiais de órgãos como IBGE, DataSUS, Inep e Sinisa, o levantamento busca orientar gestores públicos na formulação de políticas capazes de reduzir as disparidades entre os municípios da Grande São Paulo.
Longa fila é registrada em Feirão do Emprego
em Mauá, na Grande SP, em 2023.
Foto: Divulgação
Fonte: G1





