Mãe desconfia, reúne provas e denuncia falso médico que atendia criança com câncer no RJ

Desconfiança, investigação e coragem para proteger uma vida.

2 Tempo de Leitura
Mãe de paciente desconfia, reúne provas e denuncia falso médico à policia: 'Sabia que ele não era quem dizia ser' — Foto: Reprodução
Highlights
  • falso médico, criança, câncer, Nova Iguaçu, prisão, polícia, fraude, saúde, home care, investigação

Homem foi preso em flagrante após se passar por médico e atender uma menina de 10 anos em tratamento contra câncer no cérebro.

A desconfiança de uma mãe levou à prisão de um homem que, segundo a polícia, se passava por médico para atender uma criança de 10 anos com câncer no cérebro, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Diogo dos Santos Serpa foi preso em flagrante na quinta-feira (6).

Segundo as investigações, Serpa usava o nome de Jeferson Targino Sampaio, além de carimbo e documentos vinculados ao verdadeiro profissional. Ele teria realizado cinco consultas domiciliares em seis meses, prescrito medicamentos e cobrado até R$ 1 mil por atendimentos particulares.

A mãe começou a desconfiar após identificar problemas nos cuidados da filha. Um enfermeiro também apontou que um dispositivo de gastrostomia deveria ter sido trocado meses antes. Cintia Matheus então consultou o registro profissional e percebeu inconsistências. Ela reuniu vídeos, prescrições e outros documentos e procurou a polícia.

Na abordagem, Serpa afirmou ser estudante de medicina. De acordo com o delegado Thiago Venturini Antunes, ele foi preso por cinco crimes, incluindo exercício irregular da medicina, falsa identidade, uso de documento público, tentativa de estelionato e perigo à saúde e à vida de outra pessoa.

A polícia também identificou antecedentes atribuídos a Serpa por falsidade ideológica e furto de medicamentos. Em 2021, ele teria usado a identidade de um médico para obter prioridade na vacinação contra a Covid-19.

Adoção Pet Love

O verdadeiro Jeferson Targino Sampaio afirmou que não mantém contato com Serpa há cerca de três anos e registrou ocorrência após descobrir o uso de seu nome e carimbo.

A polícia investiga ainda como o falso médico conseguiu acesso ao atendimento domiciliar e apura a responsabilidade das empresas envolvidas e da operadora do plano de saúde.

Fonte: G1

Gráfica e Editora Copbem, sempre causando uma boa impressão
Compartilhe está notícia