Brasil poderia ter bombas atômicas? Capacidade existe, mas custo seria alto

Capacidade nuclear não significa bomba atômica.

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  • BRASIL , BOMBA ATÔMICA , NUCLEAR , URÂNIO , TNP , DEFESA , GEOPOLÍTICA , DISUASÃO

Especialista afirma que país domina tecnologia nuclear, mas uma decisão pelo armamento atômico exigiria mudanças constitucionais e provocaria forte reação internacional

O Brasil tem conhecimento técnico e estrutura para ampliar o enriquecimento de urânio, mas transformar essa capacidade em um programa de armas nucleares seria uma decisão de enorme impacto político e diplomático.

A avaliação é do professor Dawisson Belém, que lembra que o Brasil resistiu durante décadas ao Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) por considerar desigual a divisão entre países autorizados e não autorizados a possuir armas atômicas. O país aderiu ao tratado em 1998, durante o governo Fernando Henrique Cardoso.

A Constituição brasileira já estabelece que as atividades nucleares devem ter finalidade pacífica. Por isso, segundo o professor, uma eventual decisão de desenvolver armas nucleares exigiria mudanças no marco constitucional, além de provocar possíveis sanções internacionais e aumentar a tensão na América do Sul.

O debate ganhou força diante do atual cenário geopolítico. A guerra entre Rússia e Ucrânia é apontada como exemplo da importância da capacidade de dissuasão militar, enquanto países como Japão e Alemanha ampliam investimentos em defesa.

Apesar disso, Dawisson avalia que a melhor oportunidade para o Brasil desenvolver uma capacidade nuclear militar ficou no passado. Retomar um projeto desse tipo atualmente teria um custo político e diplomático muito maior.

Adoção Pet Love

O Brasil pode fabricar uma bomba?

Em termos tecnológicos, o país possui uma base científica e industrial relevante no setor nuclear. Mas capacidade tecnológica não significa decisão ou autorização para fabricar armas.

A transformação do programa nuclear brasileiro para fins militares envolveria uma mudança profunda na política externa e na legislação do país, além de possíveis consequências econômicas e estratégicas.

Fonte: IG Notícias

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